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Monitorização Existente  

Monitorização Existente em Angola

Monitorização da Água Superficial – Situação Actual e Histórica

87 % da bacia do rio Kunene fica situada em território angolano. A implementação de uma gestão integrada e transfronteiriça dos recursos hídricos (GIRH transfronteiriça) nesta bacia requer o acesso tanto pelos actores angolanos como pelos namibianos a dados sólidos e fiáveis sobre a precipitação, o caudal fluvial e o nível hidrográfico.

Infelizmente, as províncias angolanas abrangidas pela bacia do rio Kunene encontram-se entre aquelas que mais impacto sofreram com os 27 anos de guerra civil, sobretudo durante os primeiros anos após a entrada das forças da África do Sul através da Namíbia, provocando danos extensos nas infra-estruturas de água, incluindo as estações de monitorização, e prejudicando também a recolha e a gestão de dados hidrométricos.

Em 2002, foram registadas em Angola cerca de 200 estações hidrométricas, a maioria das quais não estava operacional. As investigações indicam que existem informações hidrológicas históricas de qualidade suficiente para Angola no período compreendido entre 1955 e 1972. Há poucos dados fiáveis a partir de 1972 e o acesso a esses dados é muito trabalhoso (Petterson 2004).

Membros de uma ONG no apoio à recolha de dados de monitorização sobre a utilização da água para usos rurais.
Fonte: Tump 2008
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É possível que, mesmo durante a guerra, tenha havido recolha de alguns dados básicos sobre o caudal e o nível da água nos locais onde se encontram os quatro reservatórios do rio Kunene (no Gove, na Matala, em Calueque e Ruacaná), sobretudo porque estas barragens têm como funções serviços críticos como, por exemplo, a produção de electricidade, a regulação do caudal do rio e a transferência de água.

A reabilitação da rede de estações hidrométricas foi definida como prioridade ao abrigo de diversos projectos. Um destes foi o projecto NAWASMA (Gestão do Sector Nacional das Águas) financiado pela NORAD, iniciado em 2002 em cooperação conjunta da Direcção Nacional de Águas (DNA) de Angola e da Direcção de Recursos Hídricos e Energia (NVE) da Noruega. O Banco Mundial também está a financiar um projecto de desenvolvimento institucional no sector de águas, a decorrer entre 2008 e 2016. Um dos objectivos deste projecto é o da reabilitação de 80 % das estações hidrométricas do país (Petterson 2004).

Monitorização das Águas Subterrâneas

É também muito escassa a informação que existe sobre as águas subterrâneas em Angola, não constituindo a bacia do Kunene uma excepção. Fizeram-se furos de exploração e poços em inúmeros locais da bacia do Kunene, sendo a melhoria do acesso à água e ao saneamento a nível comunitário um elemento fulcral das intervenções de desenvolvimento em todo o país. No entanto, existem poucos ou nenhuns dados sistemáticos sobre a situação dos furos e poços e ainda menos sobre os níveis das águas subterrâneas nesses locais.

Monitorização da Qualidade da Água

A situação é semelhante no que se refere à monitorização da qualidade da água, tanto das águas de superfície como das subterrâneas. A monitorização da qualidade da água no passado recente está quase limitada a uma monitorização ad hoc da qualidade microbiológica da água no contexto de intervenções humanitárias e de desenvolvimento. Tal não deverá ter grande significado no contexto do desenvolvimento de uma abordagem da GIRH.

Monitorização da Preparação para Inundações e Secas

A necessidade de uma rede sólida e fiável de monitorização hidrométrica não está apenas relacionada com a GIRH. Nestes últimos anos, o sul de Angola e o norte da Namíbia têm sido afectados por condições atmosféricas extremas, incluindo inundações perigosas e secas de longa duração. Estas afectaram dezenas de milhares de pessoas. Uma rede reabilitada de monitorização constituirá um passo essencial para o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce a fim de permitir uma resposta atempada a condições atmosféricas extremas que são cada vez mais prováveis como consequência das mudanças climáticas.

Distribuição de estações de monitorização.
Fonte: AHT GROUP AG 2010 adoptado de LNEC 1995
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Monitorização Existente na Namíbia

Monitorização da Água Superficial – Situação Actual e Histórica

O Departamento de Recursos Hídricos e Florestas (DWAF) do Ministério da Agricultura, Água e Florestas (MAWF) é a instituição namibiana responsável pela criação de sistemas de monitorização, pela coordenação das actividades de monitorização e análise de dados. Existem outras organizações como a NamWater e a NamPower que também fazem a recolha de dados em locais onde têm infra-estruturas de água. Isto inclui o controlo da qualidade e da poluição em todas as bacias hidrográficas do país. A Namíbia lançou os seus sistemas básicos de monitorização nos anos de 1940. Estes desenvolveram-se bastante nas duas décadas posteriores à independência. Actualmente, a Namíbia pertence aos países-membros da SADC com uma vasta gama de dados de monitorização disponíveis.

A Divisão de Hidrologia do Departamento de Recursos Hídricos e Florestas (DWAF) faz a monitorização contínua dos caudais dos principais rios da Namíbia, incluindo os na bacia do rio Kunene. Nesta fase, estão em funcionamento as estações dos níveis de água em Ruacaná e Epupa no rio Kunene. A NamPower também monitoriza o caudal em Ruacaná como combinação do fluxo que passa pelas turbinas e o que ultrapassa o açude de derivação (com liberação ocasional de água através dos escoadouros da barragem). O sistema de monitorização tem grandes falhas mais a jusante no rio Kunene, com uma estação encerrada em Marienfluss e sem qualquer estação na foz do rio. A Divisão de Hidrologia também mantém estações hidrométricas (Ombuku, Minimahoro) nos afluentes efémeros do Baixo Kunene.

Os Serviços Meteorológicos da Namíbia (NMS), integrados no Ministério das Obras e Transportes (MWT) são responsáveis pela monitorização, análise e informação de dados meteorológicos sobre a pluviosidade, a temperatura, a humidade, a pressão atmosférica e os ventos. Em 2003, os dados globais da pluviosidade dos NMS continham cerca de 150 000 registos diários de cerca de 120 estações (Meteona website 2010).

Estudantes Namibianos Participam no Dia Mundial da Monitorização da Água

Em 2007, os namibianos participaram, pela primeira vez, no Dia Mundial de Monitorização da Água (World Water Monitoring Day - WWMD) em 2007. Cinquenta alunos do colégio Deutsche Höhere Privatschule, em Windhoek, com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos, partiram à descoberta da barragem de Avis, a leste da cidade. Os reservatórios cheios com água da estação das chuvas anterior são os únicos corpos de água de superfície que podem ser visitados nos meses de Setembro e Outubro, que representam o fim da estação seca.

Na barragem de Avis, estes alunos do quinto ano, acompanhados de dois professores e de um geólogo do Ministério da Agricultura, Água e Florestas testaram cinco indicadores da qualidade da água. Utilizaram os kits de teste do WWMD para análise do oxigénio dissolvido, da acidez (pH), da temperatura e da turvação.

Fonte: http://www.worldwatermonitoringday.org

Monitorização das águas subterrâneas na Namibia.
Fonte: GTZ 2008
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Monitorização das Águas Subterrâneas

Na Namíbia, existem 912 poços de água subterrânea, dos quais 112 são monitorizados com registadores autográficos e 800 medidos manualmente ao abrigo do National Groundwater Monitoring Programme (Programa Nacional de Monitorização das Águas Subterrâneas). Existe pouca ou nenhuma monitorização da qualidade da água. A Divisão de Geohidrologia do Departamento de Recursos Hídricos e Florestas do Ministério da Agricultura, Água e Florestas e a NamWater são as responsáveis pela monitorização. Existem registadores em poços de vilas e aldeias seleccionadas que dependem da água subterrânea e procede-se à monitorização dos níveis de água com regularidade em todo o país.

Monitorização da Preparação para Inundações e Secas

As autoridades namibianas reconhecem a necessidade de uma rede sólida e fiável de monitorização hidrométrica para uma resposta atempada a inundações e secas. As graves secas e inundações que ocorreram nas bacias do Kunene e do Cuvelai nestes últimos anos fizeram com que se instalassem sistemas de alerta precoce. Estes incluem estações terrestres para monitorização da pluviosidade e do caudal dos rios, com transmissão telemétrica directa de dados, e sistemas de observação por sensoriamento remoto a partir de satélites. No entanto, para que haja uma resposta atempada às inundações, são necessários também dados regulares sobre a pluviosidade e o caudal do curso superior do Kunene, o que ainda não existe.

 

 



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