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Sistemas de Informação  

Os sistemas de informação são fundamentais para uma gestão eficiente dos recursos hídricos, pois permitem um acesso rápido e fácil a dados, bem como o controlo da qualidade dos dados.

Angola

Os tipos de dados obtidos em relação a uma bacia hidrográfica são descritos na secção sobre a Importância da Monitorização. Isto inclui necessariamente extensas bases de dados sobre furos de exploração, hidrometria, usos de água, qualidade, etc. em numerosos locais e durante um longo período. Depois da recolha, os dados são transformados em informações úteis e acessíveis de modo a ajudar todos os actores que participam da gestão da bacia hidrográfica. Equipamento moderno de recolha de dados significa que os sistemas de informação sobre os recursos hídricos terão, muito provavelmente, uma forma digital. É o que acontece especialmente em Angola em que muitos sistemas estão a ser criados de raiz. Os sistemas digitais de informação devem permitir um acesso mais eficiente e equitativo à informação sobre os recursos hídricos mas não há dúvida que dependem de um nível adequado de tecnologias e infra-estruturas de informação.

Os dados hidrométricos constituem uma base importante para um sistema apropriado de informação.
Fonte: Tump 2008
( clique para ampliar )

Como se mencionou acima, a guerra em Angola, de 1975 a 2002, impediu a recolha de dados, destruiu estações hidrométricas e furos de exploração e, inevitavelmente, destruiu registos. Existem bons arquivos de dados hidrométricos em papel para o período anterior a 1975 e há projectos destinados à reconstrução de estações hidrométricas e à transcrição dos arquivos em papel para registos hidrométricos importantes (Petterson 2004, World Bank 2008). Estes arquivos contêm dados sobre o nível e caudal das águas para 189 estações hidrométricas no país.

No que diz respeito aos dados sobre os furos de exploração, os estudos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Portugal (LNEC) referem-se a várias centenas de furos experimentais na bacia do rio Kunene (LNEC 1996). O LNEC menciona planos que foram acordados entre os governos de Portugal e Angola a fim de se desenvolver uma base global de dados sobre os furos de exploração, utilizando furos experimentais e produtivos já existentes. Esta base de dados deveria apoiar-se num sistema português já criado anteriormente e foi planeada de forma a registar mais de 80 parâmetros de furos de exploração, incluindo dados sobre a localização, utilização, produtividade, qualidade química, propriedade fundiária, profundidade e diâmetro dos furos, etc. Não se sabe ao certo se a base já foi criada alguma vez.

Em Angola é necessário desenvolver sistemas de informação para acesso aos dados sobre os recursos hídricos em paralelo com a reabilitação dos sistemas de monitorização dos recursos tais como, por exemplo, estações hidrométricas. A ausência de informações globais e acessíveis sobre os recursos hídricos na bacia do rio Kunene e de outros rios partilhados entre Angola e Namíbia causará atrasos nos planos para uma gestão sustentável das bacias hidrográficas.

Namíbia

Dados em Papel

Existem cerca de 40 000 registos em papel de formulários de conclusão sobre furos de exploração (com numeração WW que especifica a localização dos furos). Estes registos contêm informações sobre os nomes e números das propriedades agrícolas (constituindo, deste modo, a forma mais coerente de informação fundiária na Namíbia), e sobre a profundidade, produtividade, litologia, material de revestimento, e localização por GPS dos furos. O Departamento de Recursos Hídricos e Florestas (DWAF) é o depositário destes conjuntos de dados.

Existem cerca de 90 000 análises químicas sobre os principais iões na água bem como alguns dados bacteriológicos. Além disso, o Conselho de Investigação Científica e Industrial (CSIR, África do Sul) analisou cerca de 30 000 amostras de água subterrânea no decurso do Projecto da Qualidade da Água do CSIR entre 1965 e 1981.

Adicionalmente, a NamWater apresenta relatórios mensais sobre a capacidade de bombeamento dos furos de produção.

Dados Electrónicos

Há um conjunto de dados relativamente completo sobre os parâmetros mais importantes relativos aos furos de exploração realizados até 1990. A mudança das plataformas de bases de dados, aliada ao desenvolvimento destas bases de dados e a uma falta de recursos e de capacidade, provocou uma acumulação considerável de trabalho na sistematização destes conjuntos de dados. Em 2004 foi introduzida uma nova base de dados (GROWAS).

As informações sobre as águas superficiais na Namíbia são geridas na base de dados da Divisão de Hidrologia do Departamento de Águas e Florestas, através da aplicação de software HYDSTRA.

Extracção de Agua Subterrânea e Superficial

Ao abrigo da Lei de Águas de 1956, as licenças para a extracção de água subterrânea em grande escala só são exigidas para as Zonas de Controlo de Águas Subterrâneas da Namíbia.

 

 



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