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Benefícios e Custos Sociais  

Um grande desafio para os analistas da água, incluindo os engenheiros de saúde pública, os médicos, os técnicos e os economistas é o de aconselhar os decisores do sector de águas no que se refere a intervenções que possam produzir maiores benefícios totais do que custos totais (http://www.who.int/water_sanitation_health/economic/chapter1.pdf).

Além dos custos e benefícios financeiros, é necessário ter em consideração, durante o processo de decisão, os benefícios e custos sociais.

Benefícios Sociais

Os benefícios sociais de projectos relacionados com os recursos hídricos podem incluir:

  • Um maior acesso a água potável segura;
  • Aumentos na quantidade de água ou no tempo dedicado à higiene pessoal;
  • Menor incidência de doenças relacionadas com a água (diarreia infecciosa, cólera, salmonelas, sigiloso, ameigasse e outras infecções intestinais protozoários e virais);
  • Menor incidência de outras doenças não infecciosas como, por exemplo, as do sistema músculo-esquelético devido ao transporte prolongado de cargas pesadas, especialmente na infância;
  • Redução do tempo passado na recolha de água em locais longínquos, poupando, assim, tempo que pode ser utilizado para outros fins; e
  • Acesso a outros serviços infra-estruturais (electricidade, melhor acesso aos mercados).
Rapazes a lavar roupa na margem do rio.
Fonte: Kellner 2009
( clique para ampliar )

Custos Sociais

Os projectos no sector de águas podem também ter impactos sociais negativos ou custos sociais. Como exemplos de custos sociais, podemos citar:

  • A deslocalização de pessoas, quer temporária quer permanentemente;
  • Mudanças no uso dos solos produtivos prejudicando os meios de vida das populações locais;
  • Ocupação de terrenos preciosos dos pontos de vista tradicionais/sociais (importância ritual ou religiosa; locais arqueológicos); e
  • Impactos negativos sobre a saúde humana ao criar habitats para vectores de doenças.

As análises dos impactos ambientais e sociais identificam e descrevem os impactos sociais potenciais – positivos e negativos – dos projectos de desenvolvimento do sector de águas. Pode ser difícil fazer a avaliação desses impactos, mas existem ferramentas para o efeito e os economistas desenvolveram indicadores proxy para avaliar os benefícios e os custos sociais das intervenções dos projectos.

Os impactos sociais potenciais do projecto hidroeléctrico de Baynes no Baixo Kunene incluem:

  • A entrada de grande número de trabalhadores do género masculino não residentes, influenciando as estruturas sociais tradicionais;
  • Um potencial de tensões sociais;
  • A disseminação de doenças praticamente desconhecidas até então na região dos Himba (VIH, outras doenças sexualmente transmissíveis);
  • Inundação de túmulos e de outros locais de valor arqueológico/ritual; e
  • Quebra da coesão social das comunidades pastorícias.
Barragem do Gove, nova central hidroeléctrica.
Fonte: Vogel 2010
( clique para ampliar )
Caixa de água, Santa Clara, Angola.
Fonte: Vogel 2009
( clique para ampliar )

Mitigação dos Impactos

É habitual criarem-se programas de mitigação social para mitigar os impactos (custos) sociais que, de outra forma, poderiam ultrapassar os benefícios sociais. Têm de ser elaborados de uma forma participativa, isto é, em conjunto com as populações e com todos os grupos sociais afectados por determinado projecto.

Os programas de mitigação social podem incluir investimentos em infra-estruturas locais (melhor acesso aos mercados, melhores cuidados de saúde e escolas), medidas de capacitação (empoderamento, serviços de educação) e outros esforços para o desenvolvimento geral.

No projecto hidroeléctrico do Baixo Kunene, os custos financeiros dos programas de mitigação foram estimados em cerca de 1,0 % dos custos de construção. As medidas principais incluíam o melhoramento das infra-estruturas (excluído a habitação), um programa de desenvolvimento e outras medidas de mitigação (NAMANG 1998).

 

 



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