Angola Namibia Sobre Como Usar Glossário Documentos Imagens Mapas Google Earth go
Favor fornecer feedback! Clique para detalhes
Home The River Basin People and the River Governance Resource Management
A Gestão dos Recursos Hídricos
 Introdução
A Demanda de Água
Infra-estruturas de Água
O Valor da Água
 O Valor Económico da Água
 Custos Ambientais
 Custos Sociais
Água Virtual
 Na Região da SADC
 Água Virtual na Bacia
 Água Virtual em Angola
 Água Virtual na Namíbia
Monitorização dos Recursos
Investigação e Desenvolvimento
 Referências

 



Feedback

send a comment

Feedback

 

Água Virtual  

Definição de Água Virtual

Água virtual é a quantidade de água presente nos bens que um país importa e exporta.

Fonte: Lange e Hassan 2006

O conceito de água virtual foi introduzido por Tony Allan, do King’s College, de Londres, no início da década de noventa. Passou-se quase uma década para políticos e académicos reconhecerem a sua importância; foi discutido internacionalmente pela primeira vez em 2002, em Delft, e posteriormente no Terceiro Fórum Mundial da Água, em Março de 2003, no Japão. O conceito continua a ser debatido em todo o mundo.

Quando se fala de agricultura e de água virtual, com frequência faz-se uma distinção entre “água virtual verde” (referente a culturas de sequeiro) e “água virtual azul” (referente a culturas de grande irrigação). Embora a água virtual verde e a sua comercialização não afectem significativamente o balanço hídrico de um país, o comércio com água virtual azul (ou melhor: em bens comerciáveis que tenham sido produzidos utilizando-se grandes quantidades de água de irrigação) pode ter impactos sobre a água de um país e mesmo sobre a auto-suficiência alimentar.

A água virtual considera toda a água consumida durante o ciclo da vida.
Fonte: Tump 2005
( clique para ampliar )

Comércio com Água e Água Virtual

A transferência de água entre países através de grandes esquemas de transferência apresenta inúmeras inconveniências, incluindo os elevados custos de construção e os custos operacionais, a perda de água através da evapotranspiração em regiões semi-áridas e consequências ambientais, incluindo a possível transferência de espécies estranhas invasoras (especialmente algas aquáticas e espécies de peixes) de um país para o outro (Earle e Turton 2003). Além disso, pode surgir uma insegurança política quando um país com escassez de recursos hídricos depende no seu abastecimento de água de outro país com abundância de água porque, se houver conflito entre os países, o fornecimento de água pode ser interrompido. Ao contrário, quando a exportação de um país com abundância de água depende dos mercados de um país com recursos hídricos escassos, o país importador detém um determinado nível de poder sobre o país exportador.

Pode-se argumentar que uma alternativa melhor é o comércio de água virtual. O comércio de produtos que demandam um uso intensivo de água, de países com abundância para países com escassez de água, fornece o mesmo benefício sem as desvantagens dos grandes sistemas de transferência (Earle e Turton 2003). De facto, quando um país importa bens cuja produção iria utilizar muitos dos seus escassos recursos hídricos, a demanda sobre estes recursos escassos diminuísse bastante.

A partir desse ponto de vista, diz-se que os produtos “contêm” água virtual – a água utilizada na sua produção (Allan 1998). Por exemplo, 1 kg de trigo necessita entre 1 000 e 2 000 kg de água para crescer, e 1 kg de carne de vaca exige muito mais – uma média de 16 000 kg. A quantificação da água virtual não se restringe à agricultura nem ao gado; a fabricação de um chip de computador de 32-megabytes que pesa 2 g pode se estimar um consumo de água de uns 32 kg (Williams et al. 2002; Hoekstra 2003).

Pegada dos Recursos Hídricos

O conceito de pegada hídrica foi introduzido por Hoekstra em 2002 e leva em consideração a água necessária para produzir-se um produto ou um bem comerciável (Kort 2010). A este respeito, a definição é similar ao de água virtual; no entanto, a pegada hídrica pode ser aplicada de forma mais larga à água consumida por pessoas ou empresas e inclui a dimensão do local e do tempo a ela associados. A pegada hídrica considera o local de onde a água provem, quando foi utilizada e mais recentemente começou-se também a diferenciar entre os tipos de água utilizados: água verde, azul ou cinzenta (Water Footprint Network 2010).

Para calcular-se a nossa pegada hídrica pode-se visitar a página web do Water Footprint Network (Rede da Pegada Hídrica).

 

 



Interactive

Explore as sub-bacias do rio Kunene


Entrevista sobre a gestão integrada e transfronteiriça da bacia do rio Kunene


Investigue as barragens e açudes na bacia do rio Kunene


Examine o comércio de água virtual e a pegada de água dos países da SADC


Explore como as barragens produzem energia hidroeléctrica