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Água Virtual na Região da SADC  

Na região da SADC foram transferidos, em 2002, 5 km³ de água entre países através de sistemas de transferência de água e cerca de 8 km³ sob a forma de água virtual. Isto equivale à transferência de 1 000 toneladas de água por cada tonelada de cereal (Earle e Turton 2003). Nos países da SADC com a categoria de nações menos desenvolvidas (com PIBs de US$ 300 per capita ou menos), o abastecimento de água é, em grande parte, baseado em reservas produzidas internamente. Pelo contrário, os países com um PIB per capita de US$ 2 500 ou mais dependem de fontes de água externas.

Os países da SADC que são potenciais celeiros (países ou regiões de grande produção de cereais) incluem Angola, Moçambique, a RD do Congo e a Zâmbia. Todos estes países têm água em abundância e solos adequadamente produtivos, mas precisam, contudo, de investimentos económicos feitos por Estados economicamente mais diversificados a fim de desenvolverem as infra-estruturas necessárias. Os países com menos Segurança da Água mas bem diversificados economicamente incluem a África do Sul, o Botsuana, a Namíbia e o Zimbabué. Estes países importam água de outros países da região (através de transferências e de comércio de água virtual). Um terceiro grupo é o dos países que ou têm água insuficiente ou maus solos e que são conhecidos por “Estados impactados”, incluindo Malauí, Lesoto, Suazilândia e Tanzânia (Earle e Turton 2003).

O conceitodo comércio de água virtual e da pegada de água dos países da SADC é mais explorado na componente interactiva sobre a Água Virtual no lado direito desta página.

Quantificação da Transferência de Água Virtual

A quantificação da transferência de água virtual entre países pode contextualizar as suas necessidades e a disponibilidade da água. Mesmo os países que são ricos em água dependem de importações de alimentos e de ajuda alimentar. Para que o comércio intra-regional de água virtual tenha sucesso é necessário proceder à reabilitação do sector agrícola e das infra-estruturas associadas bem como ao desenvolvimento de capacidades incluindo, por exemplo, a formação na comercialização de excedentesou na preparação para a época de cultivo seguinte.

Para uma implementação bem sucedida do comércio de água virtual é essencial haver uma compreensão das necessidades e dos possíveis impactos dos países como, por exemplo, a falta de auto-suficiência alimentar, a falta de divisas estrangeiras para compra de alimentos nos mercados internacionais ou a falta de infra-estruturas e tecnologias para a exportação bem sucedida dos produtos agrícolas. Por outro lado, convém também fazer uma avaliação profunda das consequências adversas que poderão ocorrer ao substituir a produção agrícola local por importações: produtos concorrentes a entrar nos mercados locais, aumento da vulnerabilidade aos preços nos mercados mundiais, desemprego rural e alteração das dietas (Hoekstra e Hung 2002).

Nas páginas que se seguem examina-se a situação da água virtual nos países ribeirinhos da bacia do rio Kunene (Angola e a Namíbia), focando-se a água virtual na agricultura pelas seguintes razões:

  • As estatísticas do comércio de produtos agrícolas são fáceis de obter;
  • A agricultura consome a maior parte da água em ambos os países; e
  • Existem dados sobre a pegada da água (uso da água na produção de determinado bem) de vários produtos agrícolas.

 

 



Interactive

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