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Desenvolvimento Futuro da Bacia do Kunene  

Produção de Energia Hidroeléctrica em Jamba Ia Oma e Jamba Ia Mina

Os planos de desenvolvimento de mais duas estações de energia hidroeléctrica no Alto Kunene, em adição às da Matala e do Gove, foram originalmente elaborados em meados da década de 1970, estando agora a ser concretizados.

Os dois locais escolhidos são Jamba Ia Oma e Jamba Ia Mina, entre a barragem do Gove e o açude da Matala (ver Mapa das Infra-estruturas Existentes e Planeadas). Os projectos foram inicialmente concebidos para fornecerem energia eléctrica à Companhia Mineira do Lobito embora as condições tenham mudado substancialmente. Além da produção de electricidade, as barragens irão agora servir para abastecimento de água potável para fins domésticos e para irrigação bem como para maior regularização do caudal do rio Kunene.

Jamba Ia Oma fica a cerca de 50 km a jusante da barragem do Gove. Os estudos propõem a construção de uma barragem com uma altura máxima de 46,2 m, criando um reservatório com um volume de 1,1 km³. A diferença de 40 m entre a superfície do reservatório e as turbinas colocadas directamente no sopé da estrutura serviria para uma capacidade estimada de 50 MW de electricidade.

Jamba Ia Mina fica a mais 60 km para jusante. A barragem com uma altura de 23,5 m criaria um reservatório de 0,57 km³ e transportaria água para a casa de máquinas da estação hidroeléctrica a mais 7 km a jusante. Prevê-se uma diferença total de altura entre a superfície do reservatório e as turbinas de 90 m, dando à estação uma capacidade potencial de 126 MW.

O Projecto Hidroeléctrico de Baynes

No fim da década de 1980, a SWAWEK (agora NamPower, empresa nacional de electricidade da Namíbia) previu um aumento da procura de energia na Namíbia e começou a considerar a construção de um complexo hidroeléctrico nas proximidades das Quedas de Epupa. Em 1991, os Governos da Namíbia e de Angola chegaram a acordo para avançar com as investigações técnicas e ambientais, tendo os estudos sido iniciados em 1992. Entre 1995 e 1998, o consórcio de consultoria NamAng realizou um estudo de viabilidade completo e uma avaliação de impacto ambiental para uma série de locais opcionais para a realização do projecto.

O sopé das Quedas de Epupa.
Fonte: Broecke 2010
( clique para ampliar )

Durante o estudo, investigaram-se todos os locais onde seria viável desenvolver estações hidroeléctricas ao longo do Kunene a jusante de Ruacaná e a área de Baynes e das Quedas de Epupa foram seleccionadas como sendo as mais viáveis do ponto de vista técnico. Através de maiores estudos nestes dois locais, foram realizadas comparações dos aspectos técnicos, sociais e ecológicos. O estudo de viabilidade levou à conclusão de que seria preferível optar-se pela localidade de Epupa devido a uma maior capacidade de armazenamento, enquanto Baynes teria muito menos impactos ecológicos e sociais devido a uma menor área inundada, o que causaria menos destruição do habitat e dos recursos naturais, menos perda de água por evaporação e um impacto humano significativamente reduzido (menos impacto sobre o acesso a pastagens, reassentamento físico e perda de cemitérios, etc.). A realização do projecto em Epupa teria sido muito mais perturbadora para a população local – os Himba –pois teria sido necessária a inundação de um extenso vale usado por agricultores e pastores (ERM 2009).

O projecto foi posto na prateleira devido à oposição de ONGs locais e internacionais e dos Himba e levou os dois governos a considerar outras medidas de abastecimento de energia e a prosseguir o desenvolvimento de um projecto de energia hidroeléctrica em Baynes.

A nova proposta de continuar com as investigações para a realização do projecto hidroeléctrico em Baynes inclui uma estação de produção de energia hidroeléctrica no rio Kunene a 40 km a jusante das Quedas de Epupa, com uma capacidade instalada de cerca de 465 MW e uma capacidade média de energia de 171 MW.

A barragem será construída de forma a viabilizar um nível máximo de água no reservatório de 580 m, assegurando que o sopé das Quedas de Epupa, com uma elevação de 580 metros, não será inundado mesmo quando o reservatório está cheio até à sua capacidade máxima. O reservatório à sua capacidade máxima ocuparia uma área de 57,67 km² com um volume de cerca de 2 000 milhões de m³, sendo deste modo o segundo maior, logo atrás do reservatório da Barragem do Gove.

O Relatório Final da Avaliação do Impacto sobre o Ambiente, Contexto Social e Saúde (ESHIA) do Projecto Hidroeléctrico de Baynes pode ser obtido aqui.

 

 



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