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Irrigação em Angola  

Em 2004, a agricultura era a principal actividade económica de 71 % da população angolana. A agricultura é também a maior consumidora de água. Em 2000, dos 343 milhões de m³ de água consumida, 210 milhões de m³ foram utilizados na agricultura (ver Uso da Água na Agricultura).

Há relativamente poucos dados pormenorizados recentes sobre a irrigação em Angola. Segundo as estimativas de 2005, a área total com potencial para a irrigação era de cerca de 3,7 milhões de ha (FAO 2005). Antes da independência, a área total com irrigação estava estimada em cerca de 400 000 ha (11 % da área potencial). A reabilitação e expansão das áreas irrigadas passaram a ser uma actividade prioritária para a reconstrução do país e para garantir a segurança alimentar.

Sistemas de Irrigação em Angola

Os sistemas de irrigação em Angola podem, actualmente, ser divididos em três grandes categorias:

  • Sistemas de irrigação de grande ou média escala, total ou parcialmente equipados com acessórios de controlo da água. Ocupam planícies de inundação em zonas costeiras húmidas e secas e em zonas temperadas e áridas do sul. Durante a década de 1990, evoluíram para empreendimentos agrícolas de zonas verdes e são operados por uma combinação de pequenos agricultores e de produtores comerciais. O tamanho das parcelas varia entre 15 e 50 ha para os produtores comerciais e cerca de 3 a 4 ha para os pequenos agricultores. Segundo as informações, em 2004 foram irrigados desta forma cerca de 10 000 ha.
  • Sistemas de irrigação de pequena escala que funcionam por gravidade ou através de bombas. Encontram-se, geralmente, no Planalto Central e perto de empreendimentos agrícolas maiores (de zonas verdes). Estes sistemas são utilizados para produzir milho, frutos e legumes e são trabalhados por pequenos agricultores comerciais. Até 1974, foram irrigados desta forma 320 000 ha. Números recentes mostram uma descida abrupta para 15 000 a 25 000 ha. Habitualmente, o tamanho das parcelas varia entre 1 e 2,5 ha.
  • Há sistemas de irrigação de planícies em vastas áreas do centro e do leste de Angola onde as chuvas são suficientes mas estão distribuídas de modo desigual. Os dados históricos mostram que, até 1974 foram irrigados com este sistema 850 000 ha. São agora utilizados em sistemas de produção extensiva de arroz e, nestas áreas, produzem-se também quantidades limitadas de legumes.

Fonte: GoA 2005

O longo período de guerra (1975-2002) prejudicou o desenvolvimento de novos sistemas de irrigação bem como o funcionamento normal e a manutenção de sistemas existentes. Isto resultou no declínio gradual da área irrigada. A maior parte dos projectos públicos não foi beneficiada por renovação de equipamento adaptado e faltaram os fundos para concluir as obras de engenharia civil e estruturas hidráulicas.

Canal de irrigação na Matala, Angola.
Fonte: Vogel 2010
( clique para ampliar )

A precipitação na bacia do rio Kunene é, geralmente, inferior a 1 000 mm por ano no Médio e Baixo Kunene, diminuindo ao longo do curso do rio. Actividades agrícolas no Baixo Kunene não seriam possíveis sem irrigação. No entanto, a bacia tem um potencial de irrigação elevado.

Estimativas recentes para Angola sugerem que, neste momento, cerca de 340 000 ha são totalmente ou parcialmente irrigados e que a área irrigada na bacia do Kunene é de cerca de 42 000 ha (o que representa 12,3 % da área irrigada total em Angola), consumindo cerca de 0,4 km³ de água por ano (SWECO Grøner 2005). Está ainda planeada a reabilitação de mais 780 000 ha até 2025. Os projectos de irrigação existentes estão concentrados em regiões considerados como tendo um clima tropical desértico, tropical seco ou tropical semi-húmido. Há dois tipos principais de irrigação: irrigação pública (formal) e irrigação privada (GoA 2004b).

O governo deu prioridade à renovação de áreas irrigadas públicas pois se considera que oferecem uma possibilidade de melhorar a produção agrícola a curto e médio prazo. Estes sistemas já têm algumas infra-estruturas de irrigação e os agricultores envolvidos têm alguma experiência com os sistemas de irrigação. O investimento na reabilitação destes sistemas é considerado melhor do que a elaboração de novos projectos (GoA 2004b).

Está planeado um aumento extraordinário das áreas irrigadas até 2025 (ver Reabilitação e Expansão das Infra-estruturas) prevendo-se a irrigação de mais de 600 000 ha, especialmente ao longo do próprio rio Kunene. A maior parte desta área (595 000 ha) está situada no Médio Kunene. Contudo, se toda esta área fosse utilizada para irrigação, seriam necessários 8 km³ de água por ano, enquanto o rio Kunene tem um caudal médio anual de apenas 5 km³ (medidos em Ruacaná).

 

 



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