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A População e o Rio

 



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Rendimento Per Capita  

Uma das três dimensões que compõem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é o nível de rendimento indicado pelo Produto Interno Bruto (PIB) per capita do país em termos da Paridade de Poder de Compra (PPC) em US$.

O produto interno bruto (PIB) de um país per capita não reflecte necessariamente o padrão de vida geral da população. Em vez disso, proporciona mais uma impressão do potencial económico e do valor gerado num país em relação à sua população total. Para efeitos da comparação internacional, o indicador aplicado para o IDH composto ajusta-se às diferenças de preço nos diversos países, mediante a aplicação de uma taxa de câmbio, denominada “paridade de poder de compra (PPC)”. Um US$ multiplicado pela taxa do PPC corresponde ao mesmo poder de compra na economia doméstica que um US$ possui nos Estados Unidos da América (UNDP 2009).

O poder de compra é um indicador importante do nível de vida.
Fonte: Kellner 2008
( clique para ampliar )

Angola

De acordo com os dados mais recentes do IDH, o PIB per capita de Angola em PPC era de 5 385 US$ em 2007, o que coloca o país em 101º lugar na comparação internacional. O baixo nível de desenvolvimento humano em Angola está em contra-ciclo com a sua prosperidade económica, em grande medida por responsabilidade do petróleo e dos diamantes. O rendimento e a distribuição de riqueza estão muito desalinhados, com a maioria dos benefícios económicos a reverter a favor de uma pequena elite económica e social, enquanto a maioria da população permanece na pobreza.

Devidos aos elevados preços do petróleo, assim como aos aumentos de produção e da exportação de petróleo e de diamantes, o país tem sofrido um rápido crescimento económico desde o final da guerra civil em 2002. Isto levou a um aumento rápido dos rendimentos per capita: Enquanto no final da guerra civil o PIB per capita em Angola era apenas de cerca de 800 US$, triplicou até atingir 2 400 US$ em 2004 (Collier 2004). Em 2007, chegou mesmo a aumentar para próximo de 5 400 US$ (UNDP 2007).

A diferença de classificação de 42 posições entre o IDH composto (143º lugar) e o PIB per capita (101º lugar) aponta para o facto de a prosperidade económica de Angola ainda não ter melhorado adequadamente as condições de vida (medidas em termos de expectativa de vida e educação) da maioria da população em condições de pobreza.

A medida da desigualdade de rendimento ou de prosperidade aplicada com maior frequência é o coeficiente de Gini, que pode variar de 0 a 1; por vezes, é multiplicado por 100 para variar entre 0 e 100. Um coeficiente de Gini baixo indica uma distribuição mais igual, com o 0 a corresponder à igualdade completa, enquanto coeficientes de Gini mais elevados indicam uma distribuição mais desigual, com 1 (ou 100) a corresponder à desigualdade completa (World Bank website 2010d).

Em 2007, o coeficiente de Gini em Angola era de 58,6, correspondendo aproximadamente ao nível do Brasil (55,0) ou da África do Sul (57,8).

Namíbia

Em 2007, o PIB per capita da Namíbia (em termos de PPC) atingiu 5 155 US$, classificando o país no 105º lugar entre 181 países dos quais existem dados disponíveis.

Desde a independência em 1990, a Namíbia tem sido um país amplamente pacífico e estável. Uma democracia parlamentar forte permite a formulação de políticas macroeconómicas sólidas para um mercado diversificado mas de reduzida dimensão. O país é rico em diamantes, minerais e outros recursos naturais. O crescimento económico anual desde a independência tem atingido valores de 4,5 %, suficientes para aumentar o rendimento per capita na maioria dos anos (World Bank website 2010e; AfDB website 2010).

A diferença de classificação de 23 posições entre o IDH composto (128º lugar) e o PIB per capita (105º lugar) reflecte a elevada desigualdade de rendimento e a pobreza disseminada no país. As disparidades de rendimento encontram-se entre as mais elevadas a nível mundial (UNDP 2009).

As disparidades em termos de rendimento situam-se entre as mais elevadas a nível mundial, o que se reflecte num coeficiente de Gini de 74,3 (UNDP 2009) em 2007.

Para obter mais informações sobre análises respeitantes ao desenvolvimento humano e à pobreza em Angola e na Namíbia, por favor consulte o website da FANRPAN, uma rede para a análise e promoção de políticas alimentares, agrícolas e de recursos naturais eficazes na África Austral.

 

 



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