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Fontes Melhoradas de Água Potável  

O Objectivo de Desenvolvimento do Milénio 7C visa reduzir até 2015 para metade a proporção de pessoas com carência de acesso sustentável a água potável segura.

A água segura é fornecida com maior probabilidade pelas denominadas “fontes melhoradas de água potável”, que cumprem certas normas tecnológicas e níveis de serviço. Estas incluem ligações domiciliárias à rede pública de abastecimento de água potável, torneiras públicas, furos de exploração, poços cavados protegidos, nascentes protegidas e sistemas de recolha das águas da chuva. As fontes melhoradas de água não incluem as águas fornecidas por empresas distribuidoras, a água engarrafada, camiões-cisterna ou poços e fontes desprotegidos (WHO website 2010).

Mulheres a recolherem água de uma fonte melhorada.
Fonte: Tump 2007
( clique para ampliar )

Uma fonte melhorada de água potável é definida como sendo uma fonte que, pela natureza da sua construção ou através de intervenção activa, se encontra protegida da contaminação exterior, em particular da contaminação com matéria fecal (WHO/UNICEF website 2010).

A impossibilidade de acesso a uma fonte melhorada de água pode significar que as pessoas vivem a mais de um quilómetro da fonte segura de água mais próxima e, por esse motivo, recolhem água de canais de drenagem, valas de rega ou cursos de água que podem estar infectados com agentes patogénicos e bactérias que podem causar doenças graves e até a morte. As pessoas são classificadas considerando que desfrutam do acesso a água segura ou limpa se dispuserem pelo menos de 20 litros de água por dia de uma fonte melhorada situada a menos de um quilómetro da sua casa (UNDP 2006). Dois em cada cinco africanos não têm acesso a fontes melhoradas de água, reflectindo uma lacuna a nível continental no que diz respeito a serviços de abastecimento de água em áreas rurais (UNEP website 2010).

A falta de acesso a água potável segura é causada por um número de razões de cariz ambiental, sócio-económico e político. O resultado das falhas de fornecimento, operação e manutenção de sistemas de abastecimento de água e de saneamento inclui doenças e problemas de saúde, colocando assim graves entraves às possibilidades de desenvolvimento económico.

Uso de Fontes Melhoradas de Água Potável na África Subsariana

Ano

População total (%)

População urbana (%)

População rural (%)

1990

49

83

36

2000

55

82

42

2008

60

83

47

Fonte:WHO/UNICEF 2010

Nova bomba de água.
Fonte: AHT GROUP AG 2010
( clique para ampliar )

Angola

Uma comparação da situação em 1990 e em 2008 revela que Angola alcançou um progresso notável na melhoria do abastecimento de água potável: Em 1990, apenas 36 % da população total recorria a fontes melhoradas de água potável, ao passo que em 2008 esta proporção aumentou para 50 % (WHO/UNICEF 2010). Embora este nível permaneça abaixo da média regional actual de 60 % para a África subsariana, este desenvolvimento constitui um grande sucesso, dado o baixo nível de cobertura no primeiro ano de registo (1990) e o rápido crescimento da população que o país enfrenta (WHO/UNICEF 2008).

O progresso beneficia amplamente a população urbana de Angola (60 %) enquanto a cobertura de água potável nas áreas rurais parece ter estagnado nos 40 % (WHO/UNICEF 2010).

Embora experimente um progresso encorajador, Angola ainda não se encontra encaminhada para cumprir o objectivo de redução para metade (entre 2000-2015) da proporção de pessoas que não possuem acesso sustentável a água segura para beber (WHO/UNICEF 2010).

Uso de Fontes Melhoradas de Água Potável em Angola

Ano

População total (%)

População total (%)

População rural (%)

1990

36

30

40

2000

41

43

40

2008

50

60

38

Fonte: WHO/UNICEF 2010

O quadro abaixo descreve o programa Água para Todos que faz parte dos recentes esforços do Governo de Angola para abastecer as áreas rurais com água potável.

Água para Todos

Para responder às necessidades das pequenas vilas e comunas no meio rural, o Conselho de Ministros anunciou o programa Água para Todos em Junho de 2007. Água para Todos visa atingir, até 2012, uma cobertura de 80 % das zonas rurais com água potável. No âmbito deste programa está prevista no meio rural a construção de 5 000 pontos de água e a reabilitação de 2 000, para além da construção e reabilitação de mais do que 250 pequenos sistemas de abastecimento de água convencionais.

O programa inclui a perfuração de furos e a instalação de equipamentos de bombagem, quer manual como a diesel. O fornecimento do equipamento e material necessário, bem como das peças de reposição dos equipamentos já existentes, constituem uma oportunidade concreta de negócio para os fabricantes destes equipamentos.

A tabela abaixo mostra as medidas planificadas até 2012:

Furos e Pontos de Água Planificados

Província

Total de furos novos

(planificados)

Total de furos a serem reabilitados

Total de pontos de água (planificados)

Kunene

600

524

1 124

Huambo

500

120

620

Namibe

150

50

200

Huíla

700

300

1 000

Províncias da bacia do Kunene

1 950

994

2 944

Total Angola

5 000

2 000

7 000

 

Houve atrasos no início do programa e até o final do ano 2010 menos do que 30 % das medidas planificadas foram realizadas.

Namíbia

Durante as últimas duas décadas, a Namíbia tem melhorado de forma regular o acesso a água potável, alcançando uma cobertura de água potável de longe melhor do que a média regional da África subsariana.

Actualmente, 92 % da população da Namíbia utiliza água potável de fontes melhoradas, um aumento em 28 % desde 1990. Os dados sugerem que a cobertura urbana era já de 99 % em 1990 e que os resultados podem ser atribuídos inteiramente ao acesso melhorado nas áreas rurais.

O objectivo de redução para metade (entre 2000-2015) da proporção de pessoas que não possuem acesso sustentável a água segura para beber parece ter já sido atingido.

Uso de Fontes Melhoradas de Água Potável na Namíbia

Ano

População total (%)

População total (%)

População rural (%)

1990

64

99

51

2000

81

99

72

2008

92

99

88

Fonte: WHO/UNICEF 2010

 

 



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