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Saneamento e Higiene  

Saneamento

O acesso a água limpa e segura é um pré-requisito para a saúde humana. Contudo, quando a água é contaminada com resíduos humanos ela representa um risco para a saúde humana. Um saneamento insuficiente e uma higiene medíocre são pois obstáculos graves ao desenvolvimento.

Um grupo de estudo da Organização Mundial de Saúde definiu o saneamento como “os meios de recolha e evacuação de excrementos e resíduos de forma higiénica, de modo a não pôr em perigo a saúde dos indivíduos e da comunidade em geral” (WHO 1987). O saneamento deficiente é uma das principais causas de doença, e o melhoramento do mesmo tem um impacto benéfico significativo sobre a saúde dos agregados familiares e sobre as comunidades em geral. A OMS e a UNICEF estabeleceram uma escada de saneamento, semelhante à Escada da Água Potável, que pode ser utilizada para monitorizar o acesso a serviços de saneamento (ver caixa em baixo).

A Escada de Saneamento

Saneamento melhorado – Instalações que assegurem a separação higiénica dos excrementos humanos do contacto humano. Estas incluem:

  • Latrina com descarga/autoclismo;
  • Sistema de esgoto canalizado;
  • Fossa séptica;
  • Latrina seca;
  • Latrina seca melhorada ventilada;
  • Latrina seca com laje;
  • Latrina de compostagem.

Instalações sanitárias partilhadas - Instalações sanitárias de outro tipo aceitável partilhadas entre dois ou mais agregados familiares. As instalações partilhadas incluem sanitários públicos.

Instalações sanitárias não melhoradas - Instalações que não asseguram a separação higiénica dos excrementos humanos do contacto humano. As instalações não melhoradas incluem as latrinas secas sem laje ou plataforma, latrinas suspensas e latrinas de balde.

Defecação em espaço aberto - Defecação em campos, florestas, bosques, corpos de água ou outros espaços abertos, ou eliminação de fezes humanas juntamente com os resíduos sólidos.

Fonte: WHO e UNICEF 2008

Saneamento melhorado - uma latrina seca ventilada de fossa dupla.
Fonte: Image courtesy of WEDC. © Rod Shaw
( clique para ampliar )

Higiene

O acesso a saneamento pode reduzir grandemente a incidência de doenças diarreicas e outras relacionadas com excreções. Contudo, a experiência mostrou que é a combinação de um comportamento de higiene melhorado (através da promoção de boas práticas de higiene) e um melhoramento do acesso a saneamento que poderá ter o maior efeito sobre a saúde (ver figura em baixo).

O objectivo da promoção de boas práticas de higiene é ajudar as pessoas a compreenderem e a desenvolverem bons comportamentos de higiene, a fim de evitar doenças, e promover atitudes positivas no sentido das boas práticas de saúde. A promoção de boas práticas de higiene pode ser complexa e a sua aprendizagem e aplicação difícil de avaliar directamente. Não obstante o seu potencial impacto sobre a saúde, a adesão a um comportamento de higiene melhorado não é monitorizada da mesma forma que é monitorizado o acesso a saneamento. No entanto, o impacto da falta de higiene pode ser claramente constatado nas estatísticas de saúde, em particular na prevalência das diarreias.

Percentagem média de redução de doenças diarreicas através de diferentes intervenções.
Fonte: Esrey et al. 1991
( clique para ampliar )

Saneamento e Higiene nos Países da Bacia

Nas áreas rurais de Angola, as estimativas de 2008 sugerem que 18 % da população utilizava saneamento melhorado, 29 % utilizava saneamento não melhorado e 53 % defecava em espaços abertos. A situação é consideravelmente melhor nas áreas urbanas, com 86 % da população tendo acesso a saneamento melhorado, 13 % a saneamento não melhorado e 1 % praticando defecação em espaços abertos (WHO/UNICEF 2010).

Angola tem a taxa de doenças diarreicas mais elevada do mundo, causando 114 anos de vida perdidos para cada 1 000 angolanos (USAID 2010). A cólera representa um perigo particular, tendo ocorrido repetidamente em todo o país epidemias graves ao longo dos últimos anos.

As estimativas de 2008 para a Namíbia sugerem que 73 % da população rural não tem instalações sanitárias e defeca em espaços abertos, 6 % tem acesso a saneamento não melhorado, 4 % utiliza instalações sanitárias partilhadas e 17 % utiliza saneamento melhorado (WHO e UNICEF 2010).

O acesso deficiente a saneamento e a higiene medíocre provocam problemas de saúde e têm ocorrido epidemias de cólera na bacia ao longo dos últimos anos, em particular em 2006.

Para obter informações adicionais, consulte Doenças de Origem Hídrica e Cólera e Infra-estrutura de Águas Residuais.

 

 



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