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A População e o Rio

 



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Meios de Vida na Bacia  

Factores de Distribuição dos Meios de Vida

Na bacia do rio Kunene, os meios de vida rurais variam significativamente em termos de espaço e tempo. A constituição de diferentes meios de vida e a sua distribuição na bacia são influenciadas por uma série de factores e características da bacia.

Tapetes de sisal para o mercado local.
Fonte: Tump 2008
( clique para ampliar )

Estes incluem a distribuição ao longo da bacia de:

  • Condições climáticas e agro-ecológicas – incluindo precipitação anual e variabilidade, níveis de temperatura e variações, fertilidade dos solos e características topográficas;
  • Rios perenes e corpos de água permanente;
  • Assentamentos rurais e urbanos – incluindo os grandes centros urbanos;
  • Infra-estruturas físicas importantes – como barragens e estradas; e
  • Estruturas institucionais dedicadas à gestão e conservação dos recursos naturais – como parques nacionais, reservas, áreas de conservação (comunitárias e particulares) e florestas comunitárias.

Condições Climáticas e Agro-ecológicas

As condições climáticas e agro-ecológicas variam significativamente ao longo da bacia do rio Kunene. Os níveis de precipitação média anual variam entre 1500-1000 mm (Alto Kunene) e abaixo de 250 mm (Baixo Kunene). As temperaturas médias anuais variam entre 18-20° C (Alto Kunene) e 22-24° C (secção inferior do Médio Kunene e Baixo Kunene) (MUA 2006). Atravessando a bacia no sentido sul-sudoeste, a partir da nascente do rio Kunene no extremo norte e até ao ponto em que o rio começa a formar a fronteira entre Angola e a Namíbia, os níveis de precipitação e fertilidade do solo tendem a decrescer continuamente, enquanto a variabilidade da precipitação e das temperaturas tende a aumentar progressivamente. O clima sub-húmido das terras altas e os solos férteis mais a norte proporcionam excelentes condições para uma agricultura de sequeiro, relativamente produtiva.Durante a estação húmida, as grandes chuvas nas terras altas angolanas na secção superior da bacia dão origem a extensas inundações sazonais em zonas da parte superior e média da bacia. As resultantes planícies de inundação sazonais, que são designadas em Angola por chanas (conhecidas na Namíbia como iishana), são utilizadas para agricultura sazonal. Quando cobertas de água, as chanas também são utilizadas para o gado e para a pesca, pois as cheias trazem consigo grandes quantidades de peixe. Consulte a secção Agricultura, em particular a Agricultura de Sequeiro e de Inundação para obter informações adicionais.

Mais a jusante, o potencial agro-ecológico para a produção de culturas decresce continuamente e aumenta a prevalência da pecuária, dando origem a sistemas mistos de agricultura e pecuária. Eventualmente, deixam de existir condições que permitam uma agricultura de sequeiro, passando a pecuária a ser a única opção de exploração de sequeiro. À medida que o clima árido se intensifica, aumenta a necessidade de uma maior mobilidade das manadas e das pessoas, de forma a assegurar a utilização ideal de pastagens e recursos de água cada vez mais escassos. Isto reflecte-se nos sistemas transumantes (agro-) pastoris que podem ser encontrados na secção inferior e, em menor extensão, na secção intermédia-inferior da bacia.

A irrigação das culturas pode assegurar a praticabilidade e sustentabilidade da agricultura, bem como melhorar a sua produtividade, particularmente na secção intermédia e na secção inferior da bacia, onde as condições agro-ecológicas restringem ou não permitem a produção de culturas de sequeiro. Poderá obter pormenores sobre os sistemas de irrigação existentes e planeados na bacia em Produção de Culturas Irrigadas.

Rios Perenes e Corpos de Água Permanente

O curso principal da bacia, o rio Kunene, é alimentado por uma série de afluentes perenes, em particular no Alto Kunene. Estes rios, bem como as barragens e açudes existentes (Gove, Matala, Calueque e Ruacaná) têm recursos de peixe que sustentam uma pesca artesanal em pequena escala. Para obter informações adicionais consulte a secção Pesca.

Assentamentos Urbanos e Rurais

A densidade dos assentamentos rurais diminui na direcção montante para jusante, juntamente com os níveis médios de precipitação, a fertilidade do solo e o potencial para uma agricultura de sequeiro. Enquanto podem ser encontradas densidades populacionais > 25 habitantes/km² em certas áreas da secção superior da bacia, a densidade dos assentamentos rurais diminui em direcção a jusante, até ao ponto de apenas existirem poucos ou nenhum indivíduo próximo da foz do rio, onde se registam densidades populacionais inferiores a 2 habitantes/km².

Os p rincipais centros urbanos existentes na bacia são Huambo, capital da província do mesmo nome, e Lubango, capital da Província de Huíla. Estas cidades estão localizadas no extremo norte e na parte ocidental da secção intermédia da bacia. Estes centros urbanos não só têm uma economia e meios de vida distintos essencialmente baseados em dinheiro, como também influenciam fortemente os padrões dos meios de vida no interior rural. A procura urbana de alimento, lenha e outros produtos naturais impulsiona os mercados relacionados e cria economias essencialmente baseadas em dinheiro nas áreas rurais circundantes. O mesmo se aplica às áreas urbanas mais pequenas (cidades secundárias) da bacia.

Principais Infra-estruturas Físicas

As infra-estruturas principais da bacia incluem várias represas de água importantes:

  • A barragem do Gove na secção superior da bacia;
  • O açude da Matala na fronteira entre a secção superior e a secção intermédia da bacia;
  • O açude do Calueque na fronteira entre a secção intermédia e a secção inferior da bacia; e
  • A central hidroeléctrica de Ruacaná na secção inferior da bacia.

Estas estruturas contribuem para os meios de vida dentro e fora da bacia, regulando o caudal do rio (p. ex., a barragem do Gove no Alto Kunene), fornecendo água para irrigação (p. ex., o açude da Matala em Angola e o Sistema de Irrigação de Etunda na Namíbia, já fora da bacia, mas que utiliza água do rio Kunene), e gerando energia hidroeléctrica (nomeadamente, a central hidroeléctrica de Ruacaná).

A bacia também é atravessada por, pelo menos, três estradas provinciais principais que interligam, respectivamente, o Lubango ao Huambo, Kubango/Menongue e Cangongo/Ondjiva. De um modo geral, as estradas constituem corredores de transporte que facilitam o acesso aos mercados locais e distantes, sendo este um factor importante para a melhoria das opções de meios de vida, por exemplo, estabelecendo a ligação entre os centros urbanos e os aglomerados populacionais rurais de maior dimensão existentes na bacia.

Estruturas Institucionais

Estão localizadas na bacia várias estruturas institucionais destinadas a promover a conservação da natureza, a gestão participativa dos recursos naturais e o ordenamento adequado do território. Estas estruturas incluem áreas oficialmente protegidas em território namibiano e angolano da bacia (parques nacionais), bem como diversas áreas de conservação comunitárias e particulares, assim como uma floresta comunitária na parte namibiana do Baixo Kunene.

Poderá obter informações adicionais sobre estes parques, áreas de conservação e florestas comunitárias na secção Ecoturismo.

 

 



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