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A População e o Rio

 



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Pescas  

Próximo de corpos de água como rios, lagos e reservatórios, a pesca artesanal (isto é, as práticas de pesca tradicionais) representa um contributo vital para os meios de vida. A intensidade pode variar desde a pesca de subsistência, em que a captura é consumida ou vendida como parte da economia familiar, a operações em maior escala.

Captura do dia.
Fonte: Tump 2004
( clique para ampliar )

Angola

A pesca em pequena escala é um importante meio de vida para muitos angolanos, especialmente nas aldeias ao longo da costa, fora da bacia do rio Kunene como, por exemplo, Tombua e a Baía dos Tigres, que já foram centros comerciais de pescado (ERM 2009). Na foz do rio Kunene não existem actividades de pesca.

As actividades de pesca de subsistência ou quase-subsistência na bacia do Kunene estão localizadas na Província de Kunene, na secção inferior do curso médio (ERM 2009). O mesmo se aplica mais a montante, no Médio e Alto Kunene. Durante os fluxos de água periódicos pelas chanas, uma grande variedade de peixe chega às planícies de inundação do Médio Kunene. Os meios de vida derivados do consumo e venda deste peixe complementam os meios de vida associados aos recursos de pesca acessíveis durante todo o ano.

Namíbia

Na parte namibiana da bacia, as reservas de peixe não são actualmente exploradas numa escala significativa, dado que a densidade da população é reduzida e que os Grupos de Língua Herero que habitam a zona inferior do Kunene normalmente não se alimentam de peixe.

A caixa que se segue apresenta um texto sobre a pesca artesanal nas zonas centrais da bacia do Kunene, em Angola.

Pesca Artesanal no Médio Kunene

No Médio Kunene, o peixe fresco não é menos apreciado que a carne de vaca, porco, cabra ou antílope. Existem quatro ou cinco espécies comuns de peixe: o omuloi (em latim clarias capensis), oonthangu, o onkhunga e o otyikende. A pesca é praticada tanto por homens, como por mulheres, embora principalmente pelas mulheres. É uma actividade particularmente lucrativa para as pessoas que vivem na proximidade do rio Kunene, e em menor grau para aqueles que habitam as terras ribeirinhas dos seus afluentes: os rios Kakuluvar e Chitanda. A melhor época de pesca é a estação seca, quando a água dos rios e lagoas – as chamadas talas – está a um nível baixo. As pessoas utilizam diferentes métodos como, por exemplo, a pesca com arpão ou a captura do peixe em cestos. Em tempos idos, recorriam frequentemente ao envenenamento da água com plantas tóxicas.

Fonte: Adaptado de Estermann 1979

 

 



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