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Angola  

Com a subida internacional dos preços do petróleo, Angola, largamente dependente da receita do petróleo, tornou-se uma das economias de mais rápido crescimento no mundo. Na África subsariana encontra-se entre as três maiores - depois da África do Sul e da Nigéria (AfDB/OECD 2009a). Parte da receita do petróleo foi utilizada para a reconstrução nacional desde o final da guerra civil em 2002. Outros sectores têm vindo a ganhar prevalência com o crescimento dos investimentos na agricultura, construção, transportes, água, energia, saúde e infra-estrutura social, assim como o comércio.

A criação de gado contribui significativamente para o sector agrícola angolano.
Fonte: Tump 2007
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Sectores Económicos

Petróleo e Gás

Em Angola, a produção de petróleo encontra-se concentrada offshore ao largo da costa da Província de Cabinda e é controlada conjuntamente pela empresa petrolífera de propriedade estatal Sonangol e por multinacionais estrangeiras. A exportação de petróleo experimentou um crescimento anual médio de 17,4 % entre 2003 e 2007, tornando Angola no segundo maior produtor de petróleo em África, depois da Nigéria. Calcula-se que as reservas comprovadas de gás natural mantenham a sua produção ao longo dos próximos 30 anos. Encontra-se em construção uma central de gás natural liquefeito, estando agendada a sua conclusão para 2010 (AfDB/OECD 2009a).

Diamantes e Outros Recursos Minerais

O sector dos diamantes, que foi seriamente afectado pela guerra civil, apresenta um potencial de recuperação significativo. Lançado em 2005, o projecto de mineração de diamantes de Luo será capaz de processar 6 a 7 milhões de toneladas de rocha por ano, tornando-a numa das dez maiores minas de diamantes no mundo. A empresa estatal Endiama, que detém o monopólio da produção de diamantes, produziu cerca de 7 milhões de quilates nos primeiros três trimestres de 2008 (um aumento de 5,5 % face ao ano anterior) (AfDB/OECD 2009a). Outros recursos minerais (tais como o quartzo, o granito, o mármore e o ferro) tornaram-se virtualmente insignificantes durante a guerra civil. A diversidade geológica do país, contudo, proporciona uma indicação do potencial desenvolvimento futuro dos recursos (Kuder e Möhlig 1994).

Agricultura

Embora o petróleo continue a ser de longe o maior sector económico, as actividades não relacionadas com o petróleo mostraram recentemente uma nova dinâmica. Isto torna-se particularmente verdadeiro no caso da agricultura, que contribui para mais de 50 % do emprego total no país (AfDB/OECD 2009a). Antes da guerra civil, Angola possuía um dos sectores agrícolas mais produtivos em África, graças aos seus solos férteis e à sua diversidade ecológica, abrangendo desde áreas tropicais a áreas (semi-)áridas. Os produtos agrícolas incluem: milho, mandioca, painço (massango), café, sisal, cana-de-açúcar, algodão, feijão, arroz, amendoins, sésamo, semente de rícino, óleo de palma e palmiste. A pecuária (principalmente de bovinos e caprinos) é levada a cabo principalmente por agricultores de pastoreio extensivo em pastos naturais (Kuder e Möhlig 1994).

Após a dizimação do sector agrícola durante a guerra civil, experimenta-se actualmente um renascimento, apesar de ainda contribuir apenas para 8 % do PIB. As áreas cultivadas e irrigadas estão a aumentar e a produtividade está a aumentar à medida que as minas terrestres vão sendo eliminadas e muitos antigos pequenos proprietários vão regressando. O investimento na exploração agrícola comercial está também a aumentar, especialmente nas Províncias de Kuanza Norte, Kuanza Sul, Benguela, Huambo e Huíla. Apesar destas melhorias, a ameaça da insegurança alimentar persiste, com o défice de produção cerealífera doméstica a aproximar-se de 50 % (AfDB/OECD 2009a).

Produção Industrial

O sector da produção industrial contribuiu para 5,3 % do PIB em 2007, com o sector alimentar e de bebidas a contribuir para 85,6 % da produção do sector. Em 2008, aumentou 11,7 %. O governo levou a cabo vários projectos para estimular a actividade industrial, incluindo a Zona Económica Especial de Viana, na Província de Luanda, onde 11 em cada 70 fábricas se encontram já activas, incluindo uma nova fábrica de montagem de veículos da Nissan. Outras zonas industriais encontram-se localizadas em Fútila (Província de Cabinda) e Catumbela (Província de Benguela). A bacia do rio Kunene inclui Caála (Província do Huambo) e Matala (Província de Huíla) como projectos de promoção industrial (AfDB/OECD 2009a).

Construção

Outro sector em expansão é o da construção, com taxas de crescimento de 37 % em 2007 e de 10,6 % em 2008. Em contraste com os últimos anos, quando o crescimento do sector era impulsionado pela construção e reabilitação de infra-estruturas e pela construção não residencial em Luanda, os projectos residenciais estão agora a conquistar o seu momento. Em 2008, foi lançado um novo plano para construir 1 milhão de casas para pessoas de rendimento mais baixo nos principais centros urbanos. Prevê-se que o investimento público se mantenha forte, graças ao desenvolvimento dos centros comerciais de Fortaleza e Bela, em Luanda, o projecto da Baía de Luanda e o Programa de Desenvolvimento do Sector Turístico 2009-13, que prevê 39 novos hotéis (AfDB/OECD 2009a).

Serviços

O sector dos serviços tem também crescido dinamicamente, contribuindo para 17 % do PIB em 2007. Os subsectores mais importantes são o turismo, imobiliário, serviços financeiros e, recentemente, o retalho e o comércio. O “Programa de Reestruturação do Sistema de Logística e de Distribuição de Produtos Essenciais (PRESLID)”, lançado pelo governo em 2007, tem como objectivo o desenvolvimento da cadeia de distribuição a retalho, de forma a reduzir os preços dos alimentos. Preconiza a construção de 10 000 lojas de proximidade (estabelecimentos de retalho), 163 mercados municipais, 31 supermercados NossoSuper e oito armazéns, com uma contribuição de investimento público de 1,7 mil milhões de USD até 2012 (AfDB/OECD 2009a).

Produto Interno Bruto por sector em 2007.
Fonte: AfDB/OECD 2009a
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Infra-estruturas e Sector Público

Nos anos recentes, Angola intensificou os seus esforços no sentido de fazer evoluir o desenvolvimento das infra-estruturas e a reestruturação do sector público.

Reforma do Sector Público

Foram desenvolvidos planos para reduzir para metade as empresas detidas pelo Estado e privatizar mais de 100 empresas em 2009. Contudo, devido às eleições e a barreiras administrativas, a implementação da privatização encontra-se actualmente atrasada (AfDB/OECD 2009a).

Mais recentemente, o Governo de Angola iniciou um processo de descentralização, melhorando as capacidades institucionais, organizativas, técnicas e de gestão dos Governos das Províncias e Administrações Municipais. Em Janeiro de 2007, a Lei número 2/07 definiu a estrutura legal deste processo (BTI 2010).

Sector da Electricidade

Angola enfrenta um crescimento económico rápido associado à procura do fornecimento de energia (ERM 2009). Neste momento, as instalações hidroeléctricas produzem dois terços da electricidade de Angola, sendo o restante oriundo de fontes termais convencionais, tais como os geradores a diesel. Apenas 20 % da população têm acesso a energia eléctrica (BAD/OCDE 2009a). A maioria da população rural depende de combustíveis como a madeira e o carvão como fonte de energia (Kuder e Möhlig 1994). O sector encontra-se actualmente sujeito a uma reforma, respondendo à crescente procura de energia. Existe um conjunto de fontes de energia disponíveis, incluindo a energia hidroeléctrica, o gás natural, as centrais a diesel, a biomassa e a energia solar (ERM 2009). O Governo de Angola planeia desenvolver uma indústria de energia nuclear e a companhia nacional de electricidade ENE pode perder o seu monopólio sobre a produção, a distribuição e a comercialização de electricidade a favor de operadores privados (AfDB/OECD 2009a).

Transportes

A linha costeira de Angola possui cinco portos principais – Luanda, Benguela, Lobito, Namibe e Tómbua – assim como numerosos portos de menor dimensão. Três linhas-férreas principais atravessam o país numa direcção este-oeste. Têm início nos portos do Atlântico de Luanda, Benguela e Namibe e estão ligadas por meio de estradas com uma disposição norte-sul (Kuder e Möhlig 1994). Durante a guerra civil a infra-estrutura de transportes foi grandemente destruída ou negligenciada. Nos anos recentes, contudo, a reabilitação dos caminhos-de-ferro e a reconstrução das estradas que ligam os principais centros urbanos e das estradas em redor de Luanda estão a progredir. Além disso, estão previstas a reabilitação de portos e a construção de um novo porto de águas profundas em Luanda (AfDB/OECD 2009a).

Infra-estrutura Social

A percentagem do orçamento nacional atribuída aos sectores sociais aumentou para mais de 30 % em 2007 e 2008, permitindo o recrutamento intensivo de pessoal de saúde e educação, assim como a construção de hospitais e escolas. Contudo, o desenvolvimento da infra-estrutura pende demasiado para o litoral e para a capital, deixando as províncias do interior para trás (AfDB/OECD 2009a)

 

 



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