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A População e o Rio

 



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De Montante para Jusante  

O rio Kunene tem um comprimento de 1 050 km e abrange uma área de 106 500 km². Cerca de 87 % da bacia hidrográfica assenta em território angolano. A bacia do Kunene encontra-se dividida em três sub-bacias:

  • O Alto Kunene;
  • O Médio Kunene; e
  • O Baixo Kunene.
Densidade populacional de montante para jusante.
Fonte: AHT GROUP AG 2010
( clique para ampliar )

População

Existe muito pouca informação disponível sobre a dimensão da população da bacia do Kunene. No caso de Angola, contudo, o “Plano para a Utilização Integrada dos Recursos Hídricos da Bacia do Rio Kunene” (LNEC 2001) estima que viviam 1 975 429 habitantes na parte angolana da bacia em 1990. A secção angolana da bacia compreende 22 municípios em quatro províncias: Huíla, Huambo, Kunene e Namibe. A Província de Huíla é a maior na bacia com 12 municípios que contribuem com 900 024 habitantes em 1990, correspondendo a 45,6 % da população da bacia no lado angolano. O Huambo possui cinco municípios localizados no interior da bacia. Compreendem 885 513 habitantes e representam 44,8 % da população da bacia angolana. A Província de Kunene, com quatro municípios e 188 871 habitantes na bacia, representa 9,6 % da população da secção angolana da bacia. Finalmente, o Município de Tombua na Província de Namibe contribui apenas ligeiramente para a população da bacia, com uma estimativa de 1 000 habitantes (LNEC 2001). Uma perspectiva global das províncias e municípios no interior da bacia é apresentada aqui.

Tanto quanto é possível determinar, não existem quaisquer valores exactos relativos à parte namibiana da bacia. Contudo, o Censo da População e Habitação de 2001 é útil. Indica que a população disseminada pelo distrito de Epupa, que compreende a maioria da parte da bacia na Namíbia, representava 13 129 habitantes em 2001 (NPC 2005).

Densidade Populacional

A densidade populacional mais elevada na bacia situa-se em redor da cidade do Huambo, no Alto Kunene, diminuindo na direcção do Baixo Kunene (consulte o mapa em cima). Esta distribuição é causada em parte pela maior disponibilidade de água nos troços superiores do sistema fluvial, que compreende afluentes perenes (permanentes) devido às chuvas regulares e elevadas no Planalto Central angolano. Cerca de 90 % do caudal total do rio é gerado nos rios perenes da bacia hidrográfica superior.

A densidade populacional está fortemente associada à organização social e às actividades económicas da população. É possível identificar três padrões populacionais principais:

  • A população urbana / suburbana;
  • A população agrícola que vive com algum grau de densidade em concentrações em redor de centros agrícolas que proporcionam mercados; e
  • A população pastoral semi(nómada) que vive principalmente em unidades familiares dispersas, complementando o pastoralismo com agricultura de subsistência.

No interior da parte angolana da bacia, a densidade populacional foi estimada em 21,4 % habitantes por km². Nas quatro províncias como um todo (englobando todos os municípios e não apenas os localizados na bacia) a densidade populacional em 1990 era mais elevada no Huambo (40,3 habitantes por km²), diminuindo em Huíla (12,8 habitantes por km²) e sendo mais baixa a jusante em Namibe, com 1,7 habitantes por km² (LNEC 2001).

Na parte da bacia pertencente à Namíbia, o curso inferior e (semi-)árido do Kunene está também escassamente povoado e as habitações encontram-se a uma distância considerável do rio. Okongwati é o assentamento mais próximo (com 414 habitantes em 2001) e encontra-se ainda localizado no interior da bacia hidrográfica, ao passo que Opuwo, a “cidade” mais próxima (com 5 101 habitantes em 2001) está localizada a pouca distância além dos limites da bacia (IWRM Plan Joint Venture 2010).

Utilizadores da Água

O rio Kunene e os seus afluentes fornecem água a diferentes “utilizadores” tanto no interior como no exterior da bacia (consultar também o capítulo sobre A Demanda de Água):

  • Utilizadores domésticos (urbanos e rurais);
  • Agricultura de regadio;
  • Pecuária (criação de gado);
  • Produção de energia hidroeléctrica;
  • Silvicultura;
  • Exploração Mineira; e
  • Turismo.

O maior utilizador da água é a agricultura de regadio (agricultura irrigada). Na área angolana da bacia, os planos do governo prevêem a reabilitação e instalação de antigas e novas áreas de irrigação, principalmente nos troços do Médio Kunene. No lado da Namíbia do rio Kunene, a irrigação ocorre principalmente no âmbito do Projecto de Irrigação de Etunda (Etunda Irrigation Scheme) próximo de Ruacaná, junto aos limites da bacia, utilizando água do Kunene, extraída do rio em Calueque.

Barragens Principais

De montante para jusante, as grandes barragens seguintes ao longo do rio regulam o caudal de água, fornecendo água aos assentamentos, áreas irrigadas e a centrais de energia hidroeléctrica:

  • Barragem do Gove: regula o caudal do rio para permitir a produção óptima de energia a jusante; armazena água para abastecer os assentamentos e as necessidades de irrigação ao longo do médio rio Kunene, em Angola; a partir de 2011, produzirá também energia hidroeléctrica para consumo local.
  • Açude da Matala: armazena água para o abastecimento doméstico de água, o desenvolvimento económico local e um programa de irrigação próximo; produz energia hidroeléctrica para uso no sudoeste de Angola, por exemplo no Lubango e em Namibe.
  • Açude do Calueque: armazena água para abastecimento doméstico de água, desenvolvimento local e irrigação a jusante em Angola; armazena água para transferência em massa e utilização no norte da Namíbia; regula o caudal para permitir a produção óptima de electricidade a jusante, em Ruacaná.
  • Açude de derivação do Ruacaná: produz energia hidroeléctrica para a rede nacional de electricidade da Namíbia.

Poderá encontrar detalhes adicionais sobre as infra-estruturas na bacia na secção Barragens e Infra-estrutura.

Açude da Matala, Angola.
Fonte: Vogel 2010
( clique para ampliar )
Açude do Calueque, Angola.
Fonte: Tump 2006
( clique para ampliar )

 

 



Interactive

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Cenas de vídeo sobre os San na Província de Kunene e o seu acesso limitado à água