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Escassez de Água  

A escassez de água compara a demanda de água (ou uso e consumo da água) com a disponibilidade da água para calcular a quantidade de água que resta depois de supridas todas as necessidades. A escassez é normalmente expressa pela taxa (uso e consumo da água/disponibilidade da água). Ambientes com uma taxa de 0,4 ou mais são considerados como em estado severo de escassez de água. Beekman et al. (2009) sugerem que a escassez de água é uma questão transversal de vulnerabilidade essencial, que deverá ser considerada em todas as iniciativas de desenvolvimento.

Aumento da escassez de água a nível mundial.
Fonte: World Water Assessment Programme 2009; adapted from Comprehensive Assessment of Water Management in Agriculture
( clique para ampliar )

A escassez de água pode ser descrita como escassez física da água – onde o factor limitante é a falta física de água devido a condições climáticas ou ambientais; ou escassez económica de água, onde existe água mas factores económicos influenciam o acesso a água limpa ou potável. Isto pode ser verificado no mapa do recente Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Água (Programa Mundial de Avaliação da Água 2009).

Determinação da Falta e Escassez de Água

Há um determinado número de problemas relacionados com a determinação da falta e da escassez de água. Em geral, são usados valores médios nacionais que mascaram a variabilidade anual, sazonal e regional nos países.

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) considera a água como um sério constrangimento ao desenvolvimento sócio-económico e à protecção ambiental quando os níveis da disponibilidade interna da água renovável são inferiores a 1 000 m/capita. Quando os níveis da disponibilidade da água são inferiores a 2 000 m³/capita, a água é considerada como um constrangimento potencialmente grave e um problema de grande importância nos anos de seca. A escassez de água fornece uma indicação de sensibilidade de uma determinada situação à seca. Em situações em que a disponibilidade média de água per capita é baixa, até pequenas variações podem incapacitar comunidades inteiras de gerir tal situação e criar deste modo condições de calamidades.

A escassez de água é um conceito relativo – é em parte um "construto social" na medida em que é determinada tanto pela disponibilidade da água como pelos padrões do seu consumo. Devido ao elevado número de factores que influenciam tanto a disponibilidade como o consumo, a determinação da escassez de água varia em larga escala de país para país e de região para região dentro de um país. Por conseguinte, a adopção de valores globais para se indicar a escassez de água deverá ser feita com grande cautela. Enquanto o valor limiar de 1 000 m³/capita pode ser útil para efeitos de comparação, o mesmo deve ser usado com cautela porque poderá subestimar situações de “stress” hídrico potencialmente graves.

Sendo o conceito de escassez de água um construto social ou, por outras palavras, uma questão de percepção política e económica, poderá ser mais útil descrever a escassez de água como uma determinada combinação de disponibilidade e demanda de água, na qual ocorre o “stress” hídrico, ao invés dum valor per capita. Isto significa que a sua determinação é mais qualitativa do que quantitativa, uma vez que o ponto em que ocorre a escassez de água pode variar bastante de uma situação para outra. Num país semi-árido altamente industrializado ou num país onde a segurança alimentar está dependente do uso extensivo da irrigação, o valor agregado per capita no qual a água se torna escassa o suficiente para causar conflito interno ou transfronteiriço pode ser muito mais elevado do que num país de clima temperado e com um nível inferior de desenvolvimento.

Fonte: http://www.africanwater.org/drought_water_scarcity.htm

Em uma região onde a água subterrânea é tão importante, a Recarga Artificial de Aquíferos é fundamental para a disponibilidade e escassez de água. A recarga da água subterrânea é definida como quantidade de água que é adicionada ao lençol freático. A recarga é normalmente considerada em termos de quantidade de água que cai em forma de precipitação e que chega a um aquífero. Contudo, isto inclui igualmente a água que entra a partir de um aquífero adjacente, de fontes de água de superfície ou de injecções de água em um aquífero (recarga artificial) (Beekman e Xu 2003).

 

 



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