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Factores que Afectam Ecossistemas Aquáticos  

Barragens

A construção de barragens pode afectar negativamente os ecossistemas. Pode resultar na inundação de habitats de distribuição limitada. Se o fluxo da água for interrompido durante a construção ou o enchimento da barragem, áreas com alto índice de biodiversidade, tais como a foz do rio Kunene, podem secar temporariamente causando efeitos devastadores de longa duração para a sua fauna. As barragens podem igualmente obstruir o movimento de espécies de peixes, o que pode resultar na perda de certas espécies, algumas das quais podem ser endémicas, tal como o kneria maydelli. Em contrapartida, as barragens podem criar novos habitats lacustres e podem ter outros efeitos positivos tais como o melhoramento do potencial para a pesca ou dos fluxos regulados.

Captação de Água

A captação de água para o abastecimento de assentamentos e para a irrigação pode também ter um impacto negativo nos ecossistemas com efeitos semelhantes aos que foram mencionados acima. A grande demanda de água para as partes mais áridas do curso inferior do Kunene, especialmente na Namíbia, precisa ser equilibrada com as demandas nas secções do curso superior da bacia hidrográfica em Angola. Os volumes de água precisam ser cuidadosamente geridos para evitar efeitos negativos nos ecossistemas.

Captação de água do rio Kunene para o abastecimento da zona norte da Namíbia.
Fonte: GTZ 2006
( clique para ampliar )

Degradação da Vegetação Ribeirinha

Em geral, a densidade populacional é baixa a muito baixa especialmente no curso inferior da bacia do rio Kunene. Contudo, as actividades humanas na agricultura e o pastoreio levam a degradação da vegetação ribeirinha. Isto pode ter efeitos negativos tais como a redução ou fragmentação de habitats para a vida selvagem nas planícies de inundação no curso médio e superior da bacia hidrográfica do Kunene, onde a pressão populacional é maior.

Espécies Exóticas

A invasão de espécies exóticas representa uma ameaça para os ecossistemas aquáticos na África Austral e em outras partes do mundo. O exemplo mais saliente de problemas relacionados com as espécies invasoras é o lates niloticus no Lago Vitória. Depois que estas espécies foram introduzidas no lago ocuparam o espaço que antes pertencia à população indígena de peixes, acabando assim com a diversidade de peixe existente anteriormente.

Um outro grande invasor bem conhecido é o jacinto da água (eichhornia crassipes) que se espalhou por todos os habitats de água doce em África, causando a obstrução das vias de navegação, eutrofização e problemas para os programas hidroeléctricos, resultando em problemas económicos bem como perdas ecológicas. O jacinto da água não ocorre no curso inferior do rio Kunene.

Comparada com outras regiões, a Namíbia tem sido relativamente poupada de espécies invasoras. A integridade dos ecossistemas florestais é relativamente intacta e pouco afectada pelo impacto de espécies exóticas invasoras, com excepção das matas ciliares efémeras com severa infestação de mesquites (prosopis sp.) (Kohli et al. 2008).

Factores que Afectam os Ecossistemas

Factor

Impacto

Espécies exóticas invasoras

As espécies exóticas invasoras pioneiras competem com as espécies naturaispelo uso do espaço, nutrientes e energia solar.

Barragens, transvazão entre as bacias hidrográficas, fluxo hidro eléctrico, irrigação e abstração de água durante a actividade mineira

Regime (hidrológico) de caudal alterado.

Poluição resultante da actividade mineira e retornos de fluxos da irrigação

Deterioração da qualidade de água, incluindo a acumulação de nutrientes e salinização.

Redução do regime de caudal e fluxos sazonais alterados

Geomorphologic modification of the river channel due to lower flows, resulting in less or no scoured

Alteração geomorfológica do canal fluvial devido a redução de fluxos

Vegetação ribeirinha afectada e agravamento da degradação

O aumento da ocorrência de plantas aquáticas e fluxo reduzido.

Alteração da forma do canal e níveis de água e como consequência, as margens secam, ou ficam temporariamente expostas ou desprotegidas dando-se lugar ao colapso da margem.

Melhoramento no processo de introdução de espécies de caniço como por exemplo do caniço vulgar (Phragmites australis); em situação de fluxo reduzido com o aumento da distribuição e tamanho da planta, o que resulta na acumulação de sedimentos e obstrução dos canais, tendo como consequência muitos danos particularmente durante os eventos de grandes cheias. Muitas vezes, formam-se agrupamentos de caniço causando o bloqueio á jusante e agravamento do efeito das cheias.

Perda de plantas naturais e florestas-galeria na área ribeirinha devido à

diminuição das inundações, redução da dispersão de sementes, intensificação da ocorrência de queimadas devido ao aumento das espécies de caniço, e secagem de margens anteriormente húmidas.

Aumento dos impactos da actividade agrícola sobre a área ribeirinha como consequência de fraca inundação e solos saturados.

Infestação de espécies exóticas invasoras como a Mel de algaroba(Prosopis spp), resultando na perda da vegetação natural bem como outras alterações como as queimadas e actividade agrícola.

Alteração na composição das espécies e sua abundância como consequência dos fertilizantes e sais que entram no sistema aquático como por exemplo o aumento da ocorrência das espécies de Junco comum (P.australis) eTamarisk africano (Tamarix usneoides) afectando negativamente a ocorrência de várias espécies incluindo outras espécies de plantas como Salgueiro do cabo - a saftsaf willow, Kaapse wilger or Cape Willow (Salix mucronata).

Fonte: UNDP-GEF (2008)

Para mais informação consulte a secção sobre Ameaças à Biodiversidade.

 

 



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