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Zonas Húmidas  

Zonas húmidas são habitats e recursos de biodiversidade muito importantes na bacia do rio Kunene. Os tópicos chave que serão discutidos nesta secção incluem:

  • A Convenção de Ramsar sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • Definição de zonas húmidas;
  • Sítios Ramsar na bacia; e
  • Zonas húmidas na bacia.

A Convenção de Ramsar

A Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional foi adaptada na cidade iraniana de Ramsar em 1971, e é geralmente conhecida por “Convenção de Ramsar”. Trata-se de um tratado intergovernamental que providencia um quadro reconhecido para a acção nacional e cooperação internacional para a conservação e o uso racional das zonas húmidas e dos recursos naturais associados (Ramsar 2009).

Um dos conceitos fundamentais da Convenção de Ramsar, é “o uso racional”, definido como “a manutenção do carácter ecológico das zonas húmidas através da implementação de estratégias relativas aos ecossistemas no âmbito do desenvolvimento sustentável”.

Definição de Zonas Húmidas

Ao abrigo da Convenção de Ramsar, as zonas húmidas são definidas da seguinte maneira:

  • Artigo 1.1: "...zonas húmidas são áreas pantanosas, de brejos, turfeiras ou água, quer naturais quer artificiais, permanentes ou temporários, com água estática ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo áreas de água marina, onde a profundidade da mesma não excede os seis metros."
  • Artigo 2.1: "[Zonas húmidas] podem incorporar zonas ribeirinhas e costeiras, adjacentes às zonas húmidas, e ilhas ou corpos de água marinha, com profundidade superior a 6 metros na maré baixa dentro das zonas húmidas".
A bacia salina de Etosha é um sítio Ramsar perto da bacia do rio Kunene.
Fonte: NASA 2009
( clique para ampliar )

Sítios Ramsar na Bacia

A bacia salina de Etosha, juntamente com o lago Oponono e a bacia do Cuvelai na Namíbia, constituem um importante sítio Ramsar muito próximo da bacia hidrográfica do Kunene. O sistema de Oshakati, localizado entre Etosha e o rio Kunene, é uma área muito importante para pássaros, consistindo em centenas de bacias e zonas de drenagem. Estes sítios e a bacia do rio Kunene são interdependentes em termos de fauna e flora, particularmente através das espécies de pássaros migratórios e mamíferos.

O Parque Nacional de Etosha, no passado a maior reserva de caça do mundo, sofreu uma redução na sua área de superfície nos anos 60, sendo que o seu tamanho presente é de aproximadamente 22 000 km². O carácter único da sua paisagem deve-se à bacia de Etosha, uma depressão vasta de pouca profundidade. Na época chuvosa, a bacia enche-se de água oriunda do sul de Angola por via de um sistema de rios com pouca profundidade e depressões sazonais (as chamadas chanas), formando um sistema semelhante a um delta.

Etosha é provavelmente o recurso de biodiversidade mais importante perto da bacia. A sua vida selvagem e paisagem única são a chave principal para o turismo na Namíbia.

A Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional não regista nenhum sítio de Ramsar directamente situado na bacia do rio Kunene.

Angola ainda não assinou a Convenção de Ramsar.

Zonas Húmidas na Bacia

Não existem planícies de inundação na secção do curso inferior do rio Kunene. Apenas a secção média do rio em Angola forma habitats de planície de inundação. Os Parques Nacionais da Mupa e do Bicuar localizam-se em torno das planícies de inundação.

O estuário da foz do rio Kunene é uma pequena zona húmida, reconhecida como área importante para aves selvagens na Costa Atlântica. É um oásis desértico isolado na fronteira de Angola com a Namíbia entre o Parque Nacional do Iona e o Parque Nacional da Costa dos Esqueletos. A lagoa e as ilhas são provavelmente as áreas mais produtivas a nível biológico no Baixo Kunene (Anderson et al. 2001).

Corvos marinhos a descansar.
Fonte: Mengel 2008
( clique para ampliar )
Nenúfar (nymphaea hermine).
Fonte: Quick 2008
( clique para ampliar )

 

 



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