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Cheias na Bacia  

As cheias podem ocorrer na bacia do Kunene depois de fortes chuvas e graves inundações ocorrem quando estas coincidem com fortes chuvas no planalto do curso superior do Kunene. Foi registada uma taxa de fluxo extremamente alta durante a estação chuvosa de 1 750 m³/s em Ruacaná em Março de 2011, mas o pico do fluxo situa-se geralmente entre 350 a 450 m³ por segundo.

As cheias ocorrem na estação das chuvas, de Dezembro a Junho, com a precipitação a atingir o seu pico nos meses de Fevereiro e Março. Entre 2007 e 2010 têm ocorrido, todos os anos, cheias graves.

Em 2007 as cheias aconteceram em Janeiro, seguindo a fortes chuvas ocorridas no final de 2006 e acompanhadas por um surto de Cólera. Em 2008 as cheias ocorreram em Março e eram relativamente moderadas.

A bacia do rio Kunene é anualmente afectada por cheias desde 2007.
Fonte: IFRC/IPS 2009
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Contudo, as cheias de 2009 foram dramáticas causando destruição generalizada em toda a Província de Kunene em Angola, onde 125 000 pessoas foram directamente afectadas e 25 000 perderam as suas casas. Nas províncias do norte da Namíbia, 276 000 foram deslocadas. Estas cheias resultaram em perda de culturas, casas, escolas, centros médicos e estradas e exacerbaram o surto de cólera. Além disso, foi reportado um aumento directo de casos de Malária. Esta foi uma das piores calamidades naturais na região de que há memória. As cheias ocorreram de novo em Março de 2010, afectando mais de 12 000 pessoas na Província de Kunene.

As cheias no curso superior do Kunene são geralmente locais e limitadas na sua extensão, devido ao gradiente íngreme do rio bem como a um leito do rio bem definido. Contudo, no curso médio do Kunene, as vastas planícies de inundação caracterizam a margem ocidental do rio e as cheias ocorrem na maior parte das estações das chuvas. Largas áreas até 150 000 ha podem estar inundadas, estendo-se por quase 150 km ao longo do rio, com uma largura máxima de 15 km. A profundidade do rio pode aumentar de menos de 1 m durante as águas baixas para 4,5 m durante as cheias. Os principais afluentes, tais como os rios Kaculuvar e Mucope contribuem para as cheias.

Evento de cheia no norte da Namíbia em 2008.
Fonte: GTZ 2008
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Cheias em Março de 2011

Numa era geológica anterior, a bacia do rio Kunene era “endorreica” (significando que a principal saída do rio não terminava no mar), e o rio principal desaguava no, então permanente, Lago Etosha. A certa altura na história, o fluxo principal desviou-se para oeste, onde se encontram actualmente as Quedas de Ruacaná, seguindo então para o mar. Gradualmente, o rio principal aprofundou o seu leito na paisagem e os cursos de água para Etosha desapareceram, resultando na efémera bacia salina de Etosha (Etosha Pan), que raramente contém água, apenas após a queda de fortes chuvas e ocorrência de cheias no, normalmente seco, delta do Cuvelai.

Sempre existiram especulações sobre se fortes cheias no rio Kunene inundariam as margens e contribuiriam para os fluxos e inundações nos canais do delta do Cuvelai, localmente designados por “chanas” (Angola) ou “iishana” (Namíbia). No início de Março de 2011, um período de chuvas intensas contínuas na bacia causou uma onda de inundação superior a 1 750 m³/s, aparentemente a mais alta registada desde sempre. A imagem de satélite apresentada em baixo mostra a área entre Xangongo e Naulila, onde o transbordo de água foi considerado possível mas não ocorreu. A imagem mostra como o leito íngreme do canal principal se aprofunda na paisagem, levantando-se contra a elevada margem esquerda (que na imagem fica para leste), com as depressões típicas que não estão ligadas ao rio Kunene, mas escoam para as “chanas” / “iishana” do Cuvelai na direcção sudoeste. A oeste do canal encontram-se as planícies de inundação e as margens baixas que gradualmente se deslizam à medida que se afastam do rio.

Fonte: Guido van Langenhove, comunicação pessoal 2011

Imagem de satélite do rio Kunene, entre Xangongo e Naulila.
Fonte: NASA Earth Observatory 2011, imagem processada pela Directorate of Resource Management, MWAF, Namibia, 2011
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Evento de cheia no Kunene e na bacia do Cuvelai em Março de 2011.
Fonte: NASA Earth Observatory 2011
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