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Água Superficial  

Os recursos de água superficial na bacia são dominados pelo rio Kunene (curso de água perene) e os seus afluentes em Angola, bem como por alguns rios efémeros na parte sul da bacia.

Rios e Cursos de Água

A maioria do escoamento é gerada pela precipitação que cai entre Outubro e Março nas terras altas de Angola. A bacia hidrográfica localiza-se na parte ocidental do país onde a precipitação é muito incerta e variável, resultando em grande diferença entre anos bons e maus. A relativamente pequena bacia e a inclinação íngreme do leito do rio nas secções alta e baixa significam igualmente que o caudal corre com relativa rapidez para a costa, deixando o rio quase seco no fim da estação seca.

O escoamento médio de longo prazo na bacia do rio Kunene medido nas estações hidrométricas é estimado em aproximadamente 5 000 Mm³/ano (milhões de metros cúbicos por ano) em Ruacaná, 1 600 Mm³/ano no Gove e 4 900 Mm³/ano na Matala. Não há actualmente informação disponível sobre o escoamento dos afluentes.

Açude no rio Que, perto da aldeia de Que.
Fonte: Kellner 2010
( clique para ampliar )

Os afluentes mais importantes do rio Kunene são:

  • O Rio Que - o afluente mais longo na densa rede da sub-bacia do Alto Kunene com um comprimento de 140 km. Este drena a parte sul e oeste da sub-bacia.
  • O Rio Chitanda – drena a parte oriental do Médio Kunene e tem um comprimento de 265 km.
  • O Rio Mucope – nasce ao sul da Matala no centro da bacia e drena a maior parte da planície de inundação da sub-bacia do Médio Kunene, com um comprimento de 190 km.
  • O Rio Kaculuvar - nasce perto do Lubango e drena a parte do curso médio do Kunene. É o afluente mais longo do Kunene com o comprimento de mais de 320 km.
  • O Rio Otjindjangi – nasce na Namíbia e corre apenas durante uma parte do ano: durante e imediatamente depois das chuvas (curso de água efémero). Drena parte da sub-bacia do Baixo Kunene.

Um mapa com o padrão de drenagem da bacia do rio Kunene encontra-se abaixo: Enquanto os afluentes no curso inferior do Kunene semi-árido são geralmente rios efémeros, muitos dos afluentes do Médio Kunene são não perenes e todos os rios na sub-bacia do Alto Kunene são perenes.

Padrão de drenagem da bacia do rio Kunene.
Fonte: AHT GROUP AG 2010
( clique para ampliar )

Lagos

Não há lagos naturais na bacia do Kunene, contudo há barragens no rio Kunene e em alguns dos seus afluentes, que armazenam água para a regulação dos caudais, irrigação, geração de energia hidroeléctrica e abastecimento doméstico de água:

Bacias Salinas e Vleis

Os Vleis podem ocorrer no curso inferior do Kunene depois das chuvas quando se forma um lago raso sazonal ou intermitente. Enquanto as salinas de Oshakati são ocasionalmente inundadas pelo rio Kunene, não há bacias salinas na própria bacia do Kunene, mas acredita-se que a bacia salina de Etosha na Namíbia foi criada pelo Kunene no passado distante.

A partir de Ruacaná, o rio fluía em direcção sudeste para a Namíbia onde desaguava em um grande lago no distrito de Etosha na Namíbia. Porem, em algum momento, talvez durante uma grande cheia, deve ter transbordado as margens do velho canal e encontrado um novo curso para o mar, tendo as suas águas sido capturadas por um outro rio. Os antigos cursos que levam a Etosha continuam claros mas agora apenas contém ribeiros intermitentes, enquanto a bacia salina de Etosha é o que resta do antigo lago. A bacia salina de Etosha é actualmente uma depressão rasa a qual não foi totalmente inundada nos passados 50 anos.

As salinas de Oshakati no noroeste da Namíbia estão ligadas ao rio Kunene mas não estão fisicamente localizadas na bacia. As salinas consistem em linhas de drenagem em leitos fósseis, interligando longas salinas lineares, que se estendem em direcção ao sul a partir das planícies do Kunene em Angola para a Namíbia. A água entra no sector norte (localizado em Angola) a partir dos rios Mui e Cuvelai (Hughes and Hughes 1992).

Ainda é incerto e não existem provas se o rio Kunene transbordará em consequência de cheias muito elevadas, para os canais (designados por “chanas” em Angola ou “iishana” na Namíbia) da bacia do Cuvelai. As imagens de satélite obtidas durante as grandes cheias de 2008, 2009 e 2011 não mostraram interacções activas de fluxos (consultar também o capítulo Cheias na Bacia).

A bacia salina de Etosha.
Fonte: Hatfield 2009
( clique para ampliar )

 

 



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