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Balanço Hídrico  

O balanço hídrico é usado para descrever o fluxo de água para dentro e para fora do sistema fluvial da bacia do rio Kunene e pode ser usado para ajudar a gerir o abastecimento de água e predizer onde e quando pode haver escassez de água. Dada a falta generalizada de dados quantitativos sobre a bacia do rio Kunene, uma abordagem muito simples e genérica apresenta-se aqui usando a seguinte equação de balanço hídrico:

        P = Q + E + dS

com

  • P significando “precipitação”
  • Q “escoamento”
  • E “evaporação”; e
  • dS “mudança no armazenamento” (no solo ou nas rochas).
     

A precipitação (P) na bacia é conhecida através de dados históricos interpolados. O escoamento real do rio é conhecido para a estação hidrométrica de Ruacaná: Esta estação localiza-se no curso inferior do Kunene. Quase todo o escoamento da bacia passa por este ponto devido à baixa contribuição do Baixo Kunene devido às condições áridas. Por um longo período de tempo, a variação do armazenamento subterrâneo (dS) pode ser ignorada e considerada como sendo zero. Sendo assim, a única água que entra no sistema é a da precipitação.

Rio Kunene perto de Epupa.
Fonte: Wagner 2006
( clique para ampliar )

Esta abordagem é evidentemente uma grosseira e excessiva simplificação: As características do escoamento em áreas densamente cobertas por vegetação com alta precipitação no planalto são muito diferentes comparadas com as partes no sul da bacia ao longo da fronteira com muito mais baixa precipitação e diferente cobertura vegetal e características de solo.

Precipitação Média (P)

A precipitação diminui de 1 500 mm/ano nas partes nortenhas do curso superior Kunene para menos de 50 mm/ano na foz do rio. No curso inferior do Kunene, os recursos hídricos são seriamente limitados, com perdas evaporativas anuais excedendo de longe a precipitação anual. Estudos por Gois (1970) estimaram a precipitação média a norte de Ruacaná como sendo 958 mm/ano. Esta é considerada como média de longo prazo para os cursos superiores e médio da bacia do rio Kunene.

Escoamento Real (Q)

O escoamento real na estação de Ruacaná durante o mesmo período do estudo foi estimado em 6 457 Mm³/ano (Pitman and Midgley 1974). Isto corresponde a um fluxo de 72 mm/ano na parte da bacia a norte de Ruacaná, que abrange 89 600 km².

Evaporação (E)

A aplicação da fórmula acima resulta em uma evaporação (E) de 886 mm/ano. Esta inclui a evaporação do solo e da vegetação, evaporação do próprio rio e dos lagos artificiais nas várias barragens no rio (Gove, Matala, etc.), e evaporação das extensas áreas das zonas húmidas no Meio Kunene durante a estação das chuvas. Também incluída é a evaporação a partir da captação de água para uso doméstico, agrícola e industrial. Os 886 mm/ano correspondem a 79 000 Mm³/ano.

Uso e Captação de Água

Para as partes angolanas da bacia não existe informação sobre a captação de água para uso doméstico, agrícola e industrial. A irrigação de pequena escala no Médio Kunene (na Província de Huíla), ao longo do rio e de alguns dos seus afluentes, pode ser considerada como o mais significativo sector de uso de água na parte angolana da bacia. A captação da água para uso industrial é limitada à mineração de granito vermelho e preto no Médio e Baixo Kunene.

Dados quantitativos sobre o uso da água apenas estão disponíveis sobre a transferência de água em massa a partir da barragem do Calueque para a região central do norte da Namíbia. O Acordo de 1990 sobre o Rio Kunene inclui uma disposição sobre a captação de 6 m³/s em Calueque para ser desviado ao Cuvelai. Contudo, devido a falta de capacidade de bombagem, a Namíbia apenas consegue desviar cerca de 2-3 m³/s no presente. Esta água é usada para fins domésticos e para os 600 ha do sistema de irrigação de Etunda.

 

 



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