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Ordem dos Cursos de Água  

Os rios apresentam diferentes características geomorfológicas. O seu curso pode ser geralmente dividido em duas partes, rio superior e rio inferior, ou alto e baixo rio.

Alto Rio

A porção mais a montante do sistema fluvial inclui a cabeceira do rio e os riachos de baixa ordem nas zonas altas. A bacia do alto rio é geralmente caracterizada por gradientes e pela erosão que carrega os sedimentos rio abaixo. Os cursos de água a montante são caudalosos, apresentam um declive relativamente grande e muitas vezes incluem corredeiras e quedas de água. Estes cursos de água geralmente não têm grandes planícies de inundação, embora parte das margens e terras circundantes possam ficar molhadas durante os períodos de fluxos altos.

Baixo Rio

O trecho inferior de um sistema fluvial (estendendo-se até à foz) geralmente revela um leito mais largo e um menor declive - a paisagem é geralmente plana. Na porção média do rio, há um equilíbrio entre a erosão e a deposição de sedimentos. Mais a jusante, no rio inferior, ocorre principalmente deposição, embora erosão localizada e redistribuição de sedimentos possam também ocorrer. O leito principal do rio forma frequentemente um trajecto sinuoso (em meandros), a não ser que haja tratamento artificial do canal do rio.

Contudo, esta generalização não se aplica ao rio Kunene. O Kunene tem um Perfil Longitudinal algo atípico. O curso superior do Kunene é íngreme, contudo o rio se aplana a meio curso antes de mais uma vez entrar numa descida íngreme em direcção ao Oceano Atlântico no curso inferior do Kunene. Isto garante que a água drene com relativa rapidez a bacia do rio Kunene.

Ordem dos Cursos de Água

Vistos de cima, os sistemas fluviais revelam um padrão tipo árvore, com muitos pequenos cursos de água desaguando em rios mais largos e em menor número, e eventualmente num rio muito largo. Muitos sistemas têm sido desenvolvidos para classificar os diferentes “níveis” de cursos de água. No sistema desenvolvido por Strahler, a cada nível de curso de água é atribuído um número de ordem. Cursos de água de ordem 1 são os mais pequenos, e situados mais a montante (i.é que não têm tributários a montante). Dois cursos de água de ordem 1 combinam para formar um curso de água de ordem 2. O curso de água de ordem 3 resulta da confluência de dois cursos de água de ordem 2. Cada curso de água de ordem mais alta é formado pela confluência de dois cursos de água de ordem inferior e as bacias hidrográficas de cursos de água de ordem mais baixa estão incluídas nas bacias de cursos de água de ordem mais alta. Geralmente, cursos de água ficam mais largos e mais longos quanto mais alto for o número de ordem.

As características de um sistema fluvial dependem da paisagem, do clima, deoutras características geológicas e de processos naturais. A maioria dos rios pode ser dividida em diferentes secções, da cabeceira do rio até à foz.

O diagrama abaixo ilustra o conceito de ordem de curso de água, utilizando um esquema de uma rede fluvial hipotética.

Diagrama esquemático da ordem dos cursos de água, segundo Strahler.
Fonte: State University of New York College of Environmental Science and Forestry
( clique para ampliar )

Geomorfologia dos Canais dos Rios

As características dos canais dos rios podem variar: lateralmente (horizontalmente através do canal do rio), longitudinalmente (ao longo do canal do rio, da cabeceira à foz), verticalmente (da superfície da água ao fundo do leito do rio), e ao longo do tempo. Várias características dos canais e estruturas se formam à medida que a corrente do rio interage com a paisagem a nível destas quatro dimensões. As diferentes características dentro do sistema fluvial fornecem habitats complexos a numerosas espécies aquáticas e também afectam a forma como os seres humanos interagem com o sistema fluvial.

Tipo de Canal

Os canais dos rios existem enquanto canais simples ou, menos comuns, como canais múltiplos que ocorrem onde os rios se dividem em numerosos canais menores, separados por ilhas. Canais entrançados ocorrem com mais frequência quando o sistema fluvial inclui margens erodíveis, sedimentos espessos em abundância além de rápidas e frequentes mudanças da corrente do rio (FISRWG 1998). Canais anastomóticos ocorrem quando os sedimentos são relativamente resistentes à erosão e o canal principal do rio se subdivide, devido ao afloramento dos sedimentos do leito a jusante e à acumulação rápida de sedimentos.

As ilhas que surgemem sistemas de canais múltiplos são susceptíveis de serem inundadas durante os períodos de águas altas, enquanto que os processos de erosão e deposição podem continuamente alterar a localização e a forma destas ilhas. A erosão pode ocorrer a partir da extremidade mais a montante das ilhas, da formação de meandros e do desgaste dentro do canal do rio. A deposição pode ocorrer tanto na extremidade jusante das ilhas, como na parte interior das curvas dos meandros. A vegetação, tais como florestas, juncos e gramíneas, pode reter sedimentos, proporcionando protecção contra a erosão. A vegetação pode também provocar redução do fluxo e aumentar os índices de deposição de sedimentos. A complexidade dos sistemas entrançados fornece muitos tipos diferentes de ambiente para peixes. Os organismos aquáticos nestes sistemas são geralmente bem adaptados a mudanças súbitas no seu ambiente.

Sinuosidade do Canal

Sinuosidade refere-se à quantidade de curvas no canal de um rio e pode ser calculada dividindo-se o comprimento do canal entre dois pontospelo comprimento do vale entre esses mesmos dois pontos. Considera-se que o canal de um rio está a fazer meandros quando a sinuosidade for superior a 1,3.

Geralmente a sinuosidade está relacionada com o caudal do rio e o gradiente. Córregos e rios nas zonas alta e média dos sistemas fluviais apresentam de baixos a moderados índices de sinuosidade, enquanto que a sinuosidade é frequentemente superior nas zonas baixas dos sistemas fluviais.

Representação esquemática de um meandro.
Fonte: Nile River Awareness Kit 2006
( clique para ampliar )

As curvas individuais dos meandros estão constantemente a mudar de configuração devido à erosão e deposição. Erosão e cortes por baixo das margens ocorrem na parte profunda e exterior de cada curva, enquanto que a sedimentação ocorre na parte interior da curva, formando praias rasas, conhecidas como “barras de pontal”. Essas podem ser rapidamente colonizadas por vegetação tais como juncos e canas. Esta vegetação pode proteger contra a erosão na medida em que as raízes das plantas prendem o solo, protegendo-o da corrente.

Na medida em que a erosão se processa, a curva do meandro pode aumentar de dimensão até que se dobre sobre si mesma, eventualmente formando um “meandro antigo”. Do lado interior da curva, sucessivos depósitos de sedimentos, a formação de “barras de pontal”e o isolamento de pequenos braços mortos de água dão lugar à formação de lagos.

Com o tempo, a erosão do material da parte exterior da curva e a respectiva deposição no interior conduzem ao deslocamento dos meandros para jusante e também para a lateral, ao longo da planície de inundação. Na medida em que rios por vezes se constituem em limites de propriedade da terra ou fronteiras nacionais, o movimento lateral de um rio, numa escala de décadas ou mesmo séculos, pode algumas vezes afectar a posse de terrenos ou a soberania dos Estados ribeirinhos. Pressões para estabilizar o rio e eliminar mudanças no contorno do mesmo ao longo do tempo podem ser atribuíveis a estes interesses.

 

 



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