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A Bacia do Rio
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Baixo Kunene  

Geografia

As características do Médio Kunene, com o seu relevo mais plano e seus caudais mais lentos a montante das corredeiras de Calueque, mudam-se para um perfil de rio íngreme no curso inferior. Aqui o rio tem gradientes íngremes (com uma média de 1:400), corredeiras e um canal controlado por uma estrutura de leito de rocha firme. Depois das corredeiras de Calueque, as planícies de inundação acabam e o rio vai se estreitando consideravelmente, mudando abruptamente o seu perfil com uma série de cinco corredeiras ao longo dos 37 km seguintes até às Quedas de Ruacaná.

Sub-bacia: Baixo Kunene.
Fonte: AHT GROUP AG 2010
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Nas Quedas de Ruacaná, o rio volta-se em direcção a oeste formando a fronteira entre Angola e Namíbia. Deste ponto adiante, o curso consiste numa descida íngreme até à costa. A jusante das Quedas de Epupa, a morfologia do rio muda a sua característica, cortando um desfiladeiro profundo com várias cataratas. Daí em diante, afluentes sazonais (incluindo o Otjindjangi (Marienfluss)) entram ocasionalmente nas duas margens do rio. A partir do desfiladeiro de Baynes, o Kunene flui para o Deserto do Namibe – uma faixa costeira de 70 km de largura –, antes de desaguar no Oceano Atlântico.

A geomorfologia contrastante do rio e a sua área de drenagem, tanto a montante como a jusante do açude do Calueque, podem ser explicadas pelo desenvolvimento geomorfológico do sistema de drenagem. A sub-bacia a montante tinha em um passado geológico recente, tal como o Cubango/Okavango hoje em dia, uma drenagem interna para a bacia salina de Etosha, através de uma série de canais que hoje são rios efémeros.

Clima e Tempo

O curso inferior do rio Kunene varia de ‘estepe tropical’ a ‘deserto/árido’ na costa, recebendo uma precipitação inferior a 50 mm/ ano na foz do rio, e 350 mm/ano no interior. A temperatura média na costa é de 19 °C, aumentando até aos 22 °C perto das Quedas de Ruacaná. Temperaturas elevadas (até 40 °C) são comuns na estação chuvosa. O nevoeiro é a fonte mais importante de humidade para os ecossistemas de deserto/semi-deserto. O número aproximado de dias de nevoeiro por ano nas zonas inferiores do rio Kunene varia entre 1 a 5 dias no interior a 50 e 75 dias na costa.

Hidrologia

A precipitação no curso inferior do Kunene é muito baixa (0 a 350 mm) e é extremamente variável de ano para ano com uma variabilidade de mais de 40 %. Como tal, o rio Kunene é um oásis linear que passa por uma região árida onde seus afluentes contribuem apenas com pouca água. Fortes tempestades podem resultar em cheias nos rios efémeros e podem se formar pequenas planícies de inundação por um curto período de tempo (DRWS 2001).

Curso inferior do Kunene durante um evento de cheia.
Fonte: Stieglitz 2000
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Qualidade da Água

Em contraste com os cursos superior e médio, o Baixo Kunene é um rio jovem caracterizado por gradientes íngremes, corredeiras e um canal controlado por uma estrutura de leito de rocha firme. Estas diferenças criaram dois sistemas de distribuição de sedimentos e nas zonas inferiores o leito do rio indica uma quantidade elevada de carga de sedimentos.

Embora a densidade populacional seja baixa no curso inferior do Kunene, a faixa da mata ciliar encontra-se sob pressão como resultado do pastoreio, da agricultura e da colheita de produtos florestais. Isto leva à degradação dos ecossistemas locais e também tem impacto na qualidade da água, contribuindo para o escoamento de nutrientes e sedimentos.

Paisagem no curso inferior do Kunene.
Fonte: Verelst 2005
( clique para ampliar )

Habitats e Biodiversidade

Os habitats no curso inferior do rio Kunene são caracterizados por estepe seca / savana (com povoamentos de árvores de grande porte na zona ribeirinha) e comunidades desérticas. A savana é dominada por capins (incluindo aristida spp e eragrostis spp) e arbustos e árvores pequenas (incluindo acácia, commiphora, combretum, boscia, terminalia, balanites, maerua, maprounea e O baobá (embondeiro), adansonia digitata, é visto com mais frequência nestas zonas.

Em direcção à área costeira, predominam espécies mais efémeras e especialistas, incluindo vegetação suculenta, arbustos e capim. Entre as espécies associadas com estes habitats encontram-se cactos, tais como cissus uter, sarcocaulon mossamedensis ehoodia currori. Uma espécie bastante famosa de vida longa é a welwitschia (welwitschia mirabilis) que existe ao longo da faixa costeira do norte da Namíbia e sul de Angola. Ela depende bastante do orvalho e nevoeiro para a obtenção de humidade.

As zonas húmidas remotas da bacia salina de Etosha (ver secção sobre Zonas Húmidas para mais informação) e da foz do rio Kunene, que dista cerca de 700 km da zona húmida permanente mais próxima, são áreas muito importantes para pássaros e mamíferos.

Ao longo do curso inferior do rio Kunene.
Fonte: www.namibian.org 2010
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