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Médio Kunene  

Geografia

O Médio Kunene, da Matala a Calueque, consiste em colinas onduladas a norte e terreno plano em direcção ao sul. O rio corre com declive menos acentuado do que na parte superior da bacia, caindo de 1 300 m a 1 000 m ao longo de um trajecto de 430 km. No Médio Kunene, o rio é alimentado por vários rios maioritariamente perenes (de águas permanentes), que drenam extensas planícies de inundação, devido ao terreno plano. Uma dessas planícies de inundação chega a cerca de 15 km de largura, contendo inúmeros lagos e lagoas.

Sub-bacia: Médio Kunene.
Fonte: AHT GROUP AG 2010
( clique para ampliar )

O rio deixa os planaltos de granito na Matala onde o declive se alinha acentuadamente para formar planícies de inundação, dominadas por sedimentos ricos em cálcio que por sua vez se tornaram vertissolos argilosos. A margem leste do rio tem uma escarpa contínua de arenito mole com uma altura média de 21 m acima do leito do rio, o qual se divide em três correntes nos arredores de Calueque. A geografia muda rapidamente no extremo sul do Médio Kunene, pouco antes de atingir o curso inferior.

O curso superior e médio do rio Kunene pertence a um sistema de drenagem antigo que se desenvolveu antes da formação do continente africano. Antes da formação do curso inferior do rio Kunene, o Médio Kunene formou uma zona de delta interior semelhante ao actual delta do Okavango no Botsuana.

Clima e Tempo

A Classificação Climática de Köppen para esta secção do rio é de clima ‘seco com estepes’. Em direcção à parte sul do Médio Kunene, o clima é descrito como ‘semi-árido tropical’. A temperatura média é mais elevada que a do curso superior, atingindo os 24 °C (LNEC 1996). A estação chuvosa é mais curta e a precipitação é mais baixa, diminuindo de 1 000 mm/ano perto da Matala a 350 mm/ano no extremo sul da “secção média”.

Hidrologia

O Médio Kunene experiencia Verões quentes e Invernos secos. A precipitação média anual é de cerca de 950 mm que cai durante um período de 100 dias. A Precipitação é, contudo, muito variável de ano para ano e cheias ocorrem após fortes chuvas. Grandes inundações ocorrem apenas quando as chuvas no planalto são coincidentemente fortes. Em anos de muita chuva, as planícies no Médio Kunene recebem mais de 1 000 mm, porém nos anos secos a sub-bacia pode receber menos de 200 mm. A ocorrência de cheias é menor nos anos secos (Hughes and Hughes 1992).

Qualidade da Água

A qualidade da água no Médio Kunene é virtualmente a mesma que a do curso superior, uma vez que ambos pertencem ao mesmo sistema antigo e bem desenvolvido de drenagem. A zona média do rio caracteriza-se por gradientes baixos, planícies inundadas anualmente e ambientes de deposição natural com sedimentos ricos em cálcio. Os impactos dos assentamentos humanos sobre a qualidade da água são menores no Meio Kunene do que no curso superior, uma vez que a densidade populacional é menor.

Árvore africana maruleira (sclerocarya birrea).
Fonte: Mengel 2008
( clique para ampliar )

Habitats e Biodiversidade

Os habitats no Médio Kunene mudam de savana aberta com arbustos (alternando com vegetação arbórea densa e fechada) a savana mais árida com solos mais pobres. A savana “balcedo” inclui árvores e arbustos tais como acácia, croton, grewia, combretum, baphia, ziziphus, peltophorum, ximenia e maytenus. O bosque mais denso inclui acácia, combretum imberbe, capassa violacea, dialium engleranum, burkea africana e erythrophleurum africanum. A jusante, à medida que o clima se vai tornando mais árido e os solos mais pobres, a savana continua com espécies melhor adaptadas a condições hostis; aqui podem ser encontradas espécies como colophospermum mopane (mopane), acácia, combretum e Esta secção continua a ter espécies de árvores de grande porte na faixa ribeirinha imediata incluindo ébano africano (diospiros mespiliformis), acacia albida, maruleira (sclerocarya birrea), e aluka (pterocarpus tinctorius). Ervas e arbustos raros são encontrados nos solos rasos e secos, juntamente com grupos de árvores da espécie mopane.

 

 



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