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Efluentes Agrícolas e Eutrofização  

O rio Kunene é relativamente despoluído e a qualidade da água é considerada boa, com baixa concentração de fósforo assim como de outros nutrientes (ERM 2009). A maior razão para o bom estado da qualidade da água na bacia pode ser vista como a combinação de baixos níveis de desenvolvimento dos sectores industrial e agrícola (pouca agricultura de irrigação) e uma baixa taxa de urbanização. Um indicador da baixa concentração de nutrientes no rio Kunene é a produção limitada de peixe.

Agricultura no curso superior do Kunene é geralmente extensa com baixo impacto sobre a qualidade da água.
Fonte: AHT GROUP AG 2009
( clique para ampliar )

Durante o período da guerra civil, a área agrícola irrigada em Angola diminuiu drasticamente. Em 2005 a área irrigada (340 000 ha) era menor do que a área irrigada antes da independência (400 000 ha). Dado contudo o grande potencial de irrigação no país, o governo de Angola desenvolveu recentemente um programa para reabilitar e prolongar áreas de irrigação já existentes, bem como desenvolver novos programas. Até 2025, um total de cerca de 600 000 ha de terra ao longo da bacia do rio Kunene está reservada para a agricultura de irrigação.

A expansão da agricultura de irrigação em larga escala terá um impacto dramático na disponibilidade da água no rio bem como na qualidade da água superficial e subterrânea, devido ao aumento do uso de agro-químicos tais como pesticidas e fertilizantes. Grandes concentrações de nitrogénio e fósforo levam a eutrofização e aumento da demanda de oxigénio.

As rotas potenciais por onde os agro-químicos podem contaminar os corpos de água superficiais ou aquíferos, podem ser caracterizadas como sendo fontes tanto pontuais quanto não pontuais. Em áreas de agricultura de irrigação a poluição da água pode originar sobretudo dos efluentes agrícolas como uma fonte pontual.

A poluição proveniente de fontes não pontuais através da erosão é maior em áreas de terreno íngreme, com altas taxas de precipitação e uma vegetação esparsa, originada da deflorestação e de técnicas de cultivo que não consideram a conservação. Este tipo de paisagem é maioritariamente predominante nas montanhas do norte da bacia do rio Kunene.

O curso inferior do rio Kunene é considerado de elevado valor para a vida selvagem e a conservação. A baixa quantidade de matéria orgânica nos sedimentos da foz do rio Kunene (cerca de 0,9 %) revela a elevada qualidade da água do rio desde muito tempo (Burmeister & Partners 1993). A área é escassamente povoada e o cultivo da terra é feito exclusivamente através de horticultura sazonal nas margens do curso inferior do rio. A terra usada para horticultura não é irrigada e uma vez utilizada a parcela é deixada em pousio por alguns anos. Estas actividades agrícolas de subsistência das comunidades Himba não têm influência mensurável sobre a qualidade da água.

 

 



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